quarta-feira, 29 de setembro de 2010

As Crônicas de Elgalor - Capítulo 12: O gnomo, a bruxa e o demônio (Parte 3).

Boa tarde pessoal, as nossas parcerias estão dando frutos confiram aqui a continuação do Conto/Crônica, enviada pelo nosso parceiro o Halls of Valhalla, se quiser saber mais sobre eles entre no blog deles clicando aqui.
Semana que vem tem mais As Crônicas de Elgalor.


As Crônicas de Elgalor - Capítulo 12: O gnomo, a bruxa e o demônio (Parte 3).

Em meio à escuridão repentina e ao vento cortante que tomou a, todos ouviram uma forte gargalhada, seguida por uma voz alta e perturbadora, que parecia ecoar diretamente na mente de cada um deles:

- Há quanto tempo, velho Nubling... E você, bastardinha estraga prazeres, achou que seus avisos histéricos poderiam salvar vocês de mim?

- Quem ou o que é este idiota? – perguntou Oyama.

- O novo guardião, eu suponho – disse Aramil enquanto conjurava sutilmente uma magia para tentar descobrir se tudo aquilo se tratava de uma ilusão ou se a criatura realmente estava entre eles.

- Estes são realmente os ventos de pandemônio – disse Hargor em tom severo – mas não consigo sentir o foco de toda a energia profana que está ao redor de nós.

- Isto é porque – disse Selwyna em tom de desafio à criatura – ele não pode sair da torre, a menos que um ritual seja realizado.

- E este ritual logo será realizado - respondeu a criatura com uma malícia absurda – Não vai me cumprimentar, Nubling?

- Você... – disse Nubling remoendo memórias e colocando seus pensamentos em ordem – eu não conheço. E se achas que sou tolo a ponto de dizer teu nome e intensificar assim sua presença em minha casa, você também não sabe com quem está falando!

- Esta criatura seguiu você até aqui, feiticeira? – perguntou Erol olhando na direção de Selwyna.

- Não, ranger, ele seguiu vocês – respondeu Selwyna – eu fui alertada pelos espíritos que habitam o Lago de Cristal, e vim para cá o mais rápido que pude.

- Demônio, a menos que você vá descer aqui para ser espancado – disse Oyama estralando os nodosos dedos de suas mãos - suma logo porque estamos no meio de uma refeição.

- Hahahahahahaha – você vai ser o primeiro, monge imundo – gargalhou a criatura.



No instante seguinte, o vento parou de soprar, e as luzes novamente se acenderam.

- Por Corellon, Nubling, o que foi isso? – perguntou Astreya.

- Um antigo conhecido - respondeu o gnomo pensativo – que se perdeu completamente em seu caminho.

- Meio humana, você disse que ele veio atrás de nós – disse Aramil olhando com desconfiança para Selwyna – e há um ritual que supostamente irá liberá-lo da torre. O que você sabe sobre...

- “Meio humana” – interrompeu Selwyna – está insinuando alguma coisa, mago?

- Perdão, talvez eu deva chamá-la de bruxa mirim – respondeu Aramil irritado.

Enfurecida, Selwyna se aproximou de Aramil com o punho fechado e desferiu um soco, quando sentiu a mão forte de Hargor segurando gentil, mas firmemente seu pulso.

- Ele não vale o esforço, minha jovem – disse o anão olhando severamente para Aramil.

- Aramil – gritou Astreya – nós somos convidados aqui!

- Humph – resmungou o mago – eles sabem muito mais do que estão nos dizendo, sua tola. Mas como queiram...

- Peço desculpas a ti, nobre feiticeira meio- ELFA – disse Aramil fazendo uma reverência a Selwyna – Agora, se puderes, por gentileza explicar qual a relação que este monstro tem conosco...

- Guarde suas desculpas hipócritas para si mesmo, mago – disse Selwyna aborrecida.

- Querida, por favor... – disse Nubling ainda tenso, tentando acalmar sua sobrinha.

- A relação entre vocês e este demônio, arqui-mago de Sindhar – disse Selwyna olhando fixamente nos olhos de Aramil - é que vocês precisam passar por ele para chegar ao topo da Torre do Desespero, e ele precisa devorar o coração de cinco de vocês para ficar livre em nosso mundo. Este é o ritual, e esta é a relação.

- Ele realmente veio atrás de nós... – disse Astreya – nos desculpe pelo incômodo, senhor Nubling, e obrigada por nos orientar, Selwyna.

- Se me permite perguntar, Selwyna, mais por necessidade do que por desconfiança – disse Hargor – como você soube de tudo isso? Que ele precisa do coração de cinco de nós para se libertar?

- Tenho o dom de fazer premonições, e sempre que algo importante está para acontecer, os espíritos do lago de cristal me chamam, e o contato com eles “direciona” e amplifica minhas premonições – respondeu Selwyna.

- Nossa... – disse Astreya sorrindo – tenho um dom semelhante também – parece que temos muito em comum além de agüentar as provocações de Aramil.

Selwyna sorriu, pela primeira vez naquele dia, mas logo em seguida se voltou para Nubling, que estava sentado sério e compenetrado.

- Qual é o problema, Gnomo? – perguntou Bulma, aborrecida por não poder ainda cravar seu machado no crânio do demônio.

- Amigo, se ele aparecer aqui, nós protegemos vocês – disse Oyama dando um tapa amigável no ombro de Nubling.



Nubling ficou em silêncio por um instante. Cruzou as mãos à frente do queixo e disse:

- Se eu consertar o orb, vocês irão à torre e serão mortos por ele. Depois, aquele monstro ficará solto em nosso mundo. Se eu não consertar, vocês não entrarão na torre, e ele ficará preso eternamente, mas enquanto o Tomo lá dentro estiver aberto, nosso mundo será gradualmente tragado pela escuridão.

- Há uma terceira opção – disse Erol – e você sabe disso.

- Vocês vencerem? – disse Nubling desanimado – pouco provável, amigo ranger.

- Conserte o orb – disse Hargor – nós cuidaremos do resto.

- Mas se não cuidarem... – interrompeu Nubling, extremamente preocupado.

- Selwyna, eu sei o que isto significa para vocês, - disse Astreya se voltando para a jovem bruxa - e que há coisas aqui que são dolorosas de serem sequer lembradas, mas por favor, confiem em nós.

- Tio... – disse Selwyna após considerar as palavras de Astreya – faça o que pedem. Deixemos o destino correr seu curso natural.



Após um longo silêncio, Nubling se levantou com um sorriso e disse:

- Muito bem, farei isso. Precisarei de algumas horas, mas o orb será consertado. Não temos muitos quartos aqui, mas podemos acomodar todos razoavelmente bem.



Nem tanto. Quando a noite caiu, os aventureiros descobriram que havia apenas um quarto disponível, além do quarto de Selwyna. No quarto da jovem, ficaram ela, Astreya e Bulma. Entediada, a meio orc rapidamente adormeceu, mas, as duas meio elfas passaram várias horas conversando sobre visões e principalmente, sobre pessoas queridas e importantes. Pessoas com que se queria estar, mas por algum motivo ou outro, este desejo era momentaneamente negada pelo destino.



Já no quarto de Nubling, ficaram Oyama, Hargor, Erol e Aramil enquanto o gnomo trabalhava. Aramil se enfureceu com o fato e disse que Oyama só poderia entrar lá após tomar um banho; o monge, por mera diversão, fez questão de demonstrar os piores hábitos de higiene imagináveis e os quatro heróis passaram uma noite bastante conturbada em meio a gargalhadas, vinho, arrotos e ameaças de morte.



Ao amanhecer, o mago gnomo entregou à Aramil o olho e Charoxx completamente restaurado, e fora da caverna, frente ao mesmo rochedo onde os heróis encontraram Nubling pela primeira vez, todos se despediram.

- Muito obrigado por sua ajuda, nobre amigo – disse Hargor apertando a mão de Nubling – e não se preocupe, pois não falharemos.

- Confio em vocês – respondeu Nubling sorrindo – se vocês foram capazes de arrancar o olho de um dragão abissal, conseguirão superar isso também!

- É assim que se fala – disse Oyama dando um tapa nas costas do gnomo – este demônio vai virar esterco quando acabarmos com ele.

- Obrigada por tudo, Selwyna – disse Astreya à jovem feiticeira enquanto trocavam um forte abraço – Fique tranqüila, pois tudo dará certo.

- Espero que sim, minha amiga – respondeu Selwyna com um sorriso – e que logo possamos comemorar alguns casamentos também.



Ao terminar de preparar sua magia de teletransporte e reunir todo o grupo, Aramil se voltou para Nubling e disse:

- Você tem uma grande habilidade, Erkenwald; uma habilidade pouco vista mesmo entre os elfos. Obrigado, e adeus.



Quando o grupo desapareceu, Nubling se virou para Selwyna e disse:

- Você está preocupada.

- Não é nada... – respondeu a feiticeira, tentando esconder a tristeza.

- Eu conheço você, querida – disse Nubling segurando a mão de Selwyna. Diga-me o que há. Está preocupada com o desfecho do que há de ocorrer na Torre do Desespero?

- Não... – respondeu ela em tom sombrio.

- Então com o que? – perguntou Nubling com uma expressão bastante preocupada no rosto – o que você viu?

- Eles irão para um lugar antes de partirem para a Torre do Desespero – disse ela enquanto uma lágrima escorria – e neste lugar, um deles, não sei ainda quem, irá perecer de uma forma terrivelmente brutal.

1 Blá blá blá!:

Camus disse...

Advinhação é um dom horrivel mesmo, mas estamos com os aventureiros acompanhando eles, força senhores, eu ainda cantarei seus feitos

otimo conto, um abraço nobre Odin e nobre Atreya, grato pelo seu acompanhamento.

Camus

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