sexta-feira, 24 de setembro de 2010

As Crônicas de Elgalor - Capítulo 11: O gnomo, a bruxa e o demônio (Parte 2).

Boa tarde pessoal, as nossas parcerias estão dando frutos confiram aqui a continuação do Conto/Crônica, enviada pelo nosso parceiro o Halls of Valhalla, se quiser saber mais sobre eles entre no blog deles clicando aqui.
Semana que vem tem mais As Crônicas de Elgalor.

As Crônicas de Elgalor - Capítulo 11: O gnomo, a bruxa e o demônio (Parte 2).
Após percorrer uma trilha sinuosa na Floresta de Kharnat por mais de meia hora, os aventureiros se depararam com um grande rochedo, e com um gnomo que os saudou, se apresentando como Nubling Erkenwald.



O gnomo fez mais uma mesura aos aventureiros e disse:

- Espero que os guardiões da floresta de Kharnat não tenham lhes trazido problema. Com toda esta maldade que parece ter tomado conta de nosso mundo, eles estão mais alertas, e até um pouco paranóicos.

- Foi por isso que viemos – disse Astreya baixando a cabeça em sinal de respeito – Meu nome é Astreya, estes são meus amigos Erol, Aramil, Hargor, Bulma e Oyama. Viemos à sua procura, senhor Erkenwald.

- Entendo... – respondeu o gnomo coçando seu cavanhaque enquanto pensava por alguns instantes – bem, vamos entrar e tomar um chá enquanto vocês me contam toda a história.



Neste momento, Nubling se virou para o grande rochedo e fez gestos rápidos e precisos com sua pequena mão. Um portal esverdeado surgiu instantaneamente.

- Vamos, entrem – disse o gnomo sorrindo enquanto pulava no portal – não tenham medo!



Os aventureiros se entreolharam por alguns instantes e Astreya disse:

- Ele parece uma boa pessoa.

- Para você, qualquer um que não tenha um par de chifres e língua bifurcada parece uma boa pessoa, Astreya – resmungou Aramil.

- Já viemos até aqui – disse Hargor – vamos entrar.

- Espero que ele tenha mais do que chá para servir – disse Bulma – estou com fome.

- Haha - gargalhou Oyama – um pernil e um caneco de cerveja realmente cairiam bem agora...



Nisso os heróis passaram pelo portal. Ao chegar do outro lado, se surpreenderam, ao ver um imenso salão dentro da montanha, com diversas pedras exóticas que emitiam luzes de várias cores, estantes com centenas de livros e pergaminhos, um bem equipado laboratório de alquimia e muitos vidros contendo os mais variados tipos de poções. Satisfeito ao ver a expressão de espanto no rosto de todos os heróis, exceto Aramil, que se mostrava totalmente indiferente, Nubling conduziu todos até uma sala separada, que era iluminada por velas e pedras brilhantes, onde uma grande e bela mesa estava preparada, com oito pratos e xícaras, vários pães, uma cesta de biscoitos, muito queijo, duas grandes jarras brancas e três bules de chá.

- Você sabia que viríamos ou vive com mais alguém? – perguntou Erol desconfiado, ao pensar que seria impossível ter arrumado aquela mesa para tantas pessoas em tão pouco tempo.

- Na verdade, ranger – disse Nubling se sentando na ponta da mesa – tomei conhecimento da presença de vocês quando Astreya começou a cantar. Alguns animais amigos meus ouviram a bela canção e me avisaram que “amigos dos elfos” estavam na floresta. Mas, você está certo. Comigo, temos sete pessoas aqui e oito cadeiras.

- então você vive com mais alguém? – perguntou Astreya.

- Minha sobrinha – respondeu Nubling se servindo de chá –ela logo se juntará à nós. Agora sentem-se, comam e me contem como eu posso ajudá-los.



Durante cerca de uma hora, Astreya, Oyama e Hargor cotaram toda a história à Nubling. Aramil permaneceu calado e taciturno o tempo todo, enquanto Oyama e Bulma devoravam os pães felizes ao saber que as jarras brancas continham vinho. Vinho anão.

Todos, exceto Aramil comeram e beberam.

- O vinho é ótimo – disse Hargor ao beber uma caneca inteira de uma vez.

- Sim, vem das Montanhas de Ferro – respondeu Nubling orgulhoso, pois vira que todos estavam apreciando muito sua refeição. Todos, exceto...

- Lorde Aramil – disse em tom de brincadeira Nubling - coma, garanto que não há nada envenenado hoje.

- Obrigado, mais na estou com fome – respondeu o elfo.

- Os.. os biscoitos estão uma delícia, senhor Nubling – disse Astreya sinceramente, mas envergonhada pelo comportamento de Aramil.

- Fui eu mesmo quem fiz! – exclamou Nubling – Então, vocês querem que eu conserte o olho do dragão, não é? Deixem-me vê-lo.

Aramil tirou de sua bolsa mágica o olho de Charoxx, que era maior do que uma bola de cristal. Nubling pegou o orb nas mãos e observou-o atentamente. Por fim disse:

- Vocês fizeram bem em trazer isto a mim... ele está instável, e no máximo amanhã vai explodir se não for consertado. O que talvez vocês não saibam, é que este olho, além de uma chave mágica, é também a filactéria que contém a alma de um dragão lich.



Todos ficaram boquiabertos com a revelação. Nem mesmo Aramil conseguiu esconder seu espanto.

- O guardião da Torre do Desespero é um dragão lich que era ligado à Charoxx – disse Astreya – se a filactéria pertencer a ele...

- Podemos usar o orb para abrir a Torre e depois destruí-lo – completou Hargor.

- Sim! – exclamou Nubling – parece que finalmente vocês tiveram um pouco de sorte.



- Não – ecoou uma voz doce, porém firme vinda de das sombras de uma parede lateral – não tiveram.

Os aventureiros e Nubling se viraram para a sombra e viram uma bela jovem meio elfa, trajando um vestido vermelho e um longo manto negro. Sua pele era clara, seus cabelos ruivos e os olhos castanhos. Ela parecia séria, como se estivesse controlando um grande pavor.



- Esta é Selwyna, minha sobrinha adotiva – disse Nubling tentando amenizar um pouco o tenso clima que se instalara.

- Selwyna – disse Astreya como se estivesse se lembrando de algo – A profetisa, a Bruxa da Rosa Negra?

- A própria – respondeu Nubling olhando fixamente para a sobrinha, começando a ficar preocupado – o que houve, querida?

- Sabendo que o guardião original não teria condições de oferecer resistência – disse Selwyna enquanto se aproximava, o mestre da Torre do Desespero trouxe diretamente de Pandemônio, da Cidadela do Massacre de Erythnul, uma criatura terrível.

- Quem? – perguntou Hargor em tom severo.



Quando Selwyna abriu a boca para dizer o nome, as pedras brilhantes que iluminavam a sala repentinamente se apagaram. Um vento frio e cortante surgiu do nada, apagando as velas da mesa, deixando o recinto na mais completa escuridão.



Subitamente, o vento se tornou mais forte, e trazia consigo ruídos terríveis de mulheres e crianças agonizando enquanto eram brutalmente assassinadas, sons de ossos se partindo e gargalhadas. Muitas gargalhadas.

5 Blá blá blá!:

Paulo disse...

Muito bom, gostei.
Sinistro, estou ansioso para ver o final a continuação de que apareceu.

Igor disse...

Está valendo a pena acompanhar a Saga.
Leitura recomendada para quem ainda não começou.

Dragões do sol Negro disse...

Realmente tá muito legal, espero que o pessoal tbm goste tanto quanto eu, igor e o paulo hehehe

Astreya disse...

Odin e eu agradecemos muito, bravos companheiros!

Camus disse...

...Figth with blood, figth with steel, Die with honor, never yield...

Ansioso para poder cantar as glorias desse grupo, vamos ver como tudo vai terminar.^^

Camus

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