quarta-feira, 15 de setembro de 2010

As Crônicas de Elgalor - Capítulo 10: O gnomo, a bruxa e o demônio (Parte 1).

Boa tarde pessoal, as nossas parcerias estão dando frutos confiram aqui a continuação do Conto/Crônica, enviada pelo nosso parceiro o Halls of Valhalla, se quiser saber mais sobre eles entre no blog deles clicando aqui.
Semana que vem tem mais As Crônicas de Elgalor.

As Crônicas de Elgalor - Capítulo 10: O gnomo, a bruxa e o demônio (Parte 1).
Logo após todos serem devidamente curados, foi decidido que o grupo permaneceria em uma clareira próxima à caverna de Charoxx durante aquela noite para repousar, e que partiriam ao amanhecer à procura do mago gnomo indicado por Astreya, na esperança que ele pudesse consertar a chave que seria usada para abrir a Torre do Desespero. Era arriscado armar um acampamento fora da caverna, mas era preciso, pois o calor e a fumaça venenosa do covil de Charoxx os mataria se permanecessem lá por muito tempo. Por precaução, o grupo decidiu se revezar em rondas de duas horas para garantir que não seriam surpreendidos por eventuais inimigos enquanto dormiam.



A noite passou e não houve problema algum. Quando todos despertaram, ao raiar do sol, se prepararam para fazer um rápido desjejum, enquanto Hargor fazia suas orações e Aramil preparava suas magias. Subitamente, Astreya gritou:

- Pessoal, onde está Oyama?

- Ou o idiota foi atrás do tesouro do dragão ou foi devorado por um gigante ou algo parecido – respondeu Aramil com desinteresse, sem tirar os olhos de seu grimório – Não que importe.

- Nós temos que procurá-lo – disse Astreya irritada com o tom de voz do mago.

- Por que? – perguntou Aramil enquanto memorizava suas magias.

- Calma... – respondeu Erol – Ele realmente foi atrás do tesouro. Eu disse que não havia nada lá, pois eu mesmo procurei, mas ele não acreditou e quis checar com os próprios olhos.



- Droga! – ecoou a voz de Oyama de dentro do covil de Charoxx – realmente não há tesouro nenhum!

- Eu avisei – respondeu Erol pegando um pouco de frutas secas e pão que o grupo trouxe de Sírhion e Sindhar.

- Charoxx se estabeleceu aqui há pouco tempo – disse Hargor bebericando seu vinho enquanto Oyama voltava – Talvez ele não tenha tido tempo de trazer seu tesouro para cá.

- Faz sentido – respondeu Astreya – afinal, estas montanhas fazem divisa com o reino de Darakar, e seria tolice trazer o tesouro para cá e correr o risco dos anões o tomarem.

- Então onde está o tesouro dele? – perguntou Oyama tomado por uma grande frustração.

- Na Torre do Desespero, provavelmente – respondeu Erol – de qualquer forma, precisamos ir.

Aramil balançou a cabeça em desaprovação, se virou para Astreya e disse:

- Procurar este gnomo é uma perda de tempo, mas, como não temos outra escolha, me diga quem é e onde podemos encontrá-lo.

- O nome dele – respondeu Astreya – é Nubling Erkenwald – e se as histórias estiverem corretas, ele tem um laboratório na floresta de Kharnat, próxima às Montanhas de Ferro, a leste de...

- Eu sei onde fica – interrompeu Aramil.



Os heróis terminaram a refeição, recolheram o acampamento e se aproximaram do mago. Aramil começou a entoar um pequeno ritual, e a fazer alguns gestos fluidos e precisos com as mãos. Um clarão iluminou todo o salão, e no instante seguinte, todos haviam sumido.



Quando se deram conta do que havia ocorrido, o grupo se viu em uma grande e densa floresta, repleta de árvores imponentes de aspecto muito antigo. Subitamente, algumas árvores começaram a mover sutilmente seus poderosos galhos e Bulma teve a impressão que uma delas andara em sua direção.



- Entes – disse Erol surpreso – esta floresta é guardada pelos pastores das árvores.

- Eles são hostis? – perguntou Hargor.

- Apenas se nos virem como ameaça para a floresta – respondeu o ranger.

- Mande elas se afastarem de mim, elfo – grunhiu Bulma, empunhando seu machado – ou vou transformá-los em lenha.

- Guarde o machado, meio-orc tola! – disse Aramil em tom severo – é por sua causa que eles estão tensos. Eles não conseguem diferenciar você de um orc, não que esta seja uma tarefa fácil. De qualquer forma, guarde seu machado agora!

Bulma lançou um olhar feroz para o mago, e lançou um cuspi que atingiu a barra do manto de Aramil. Mas mesmo assim fez o que ele disse e guardou sua arma. Em seguida, Astreya começou a entoar uma suave melodia com sua harpa.



“Espíritos da terra, do vento e da água,

Nós saudamos estes nobres guardiões, que há eras

Defendem com amor e firmeza estas terras.

Oh, poderosos pastores, permitam nossa travessia,

Pois mal algum virá destes que seguem o caminho da luz e da harmonia.”



- Uma canção élfica... – observou Erol.

- Que funcionou muito bem – concluiu Oyama – olhem!

Lentamente, as majestosas árvores começaram a se mover e uma tênue trilha surgiu em meio à floresta. Ela era fina e sinuosa, e parecia ter mais de um quilometro de comprimento. Sem opções, os heróis seguiram em frente, com Erol tomando a dianteira.



O grupo caminhou seguindo a trilha em silêncio por cerca de meia hora, tendo a forte sensação de estarem sendo observados. O vento soprava por entre as grossas copas das árvores, como se também estivesse vivo e monitorando cada passo que os heróis davam.

- Até quando vamos precisar andar? – perguntou Bulma impaciente.

- Até que o gnomo de Astreya salte das árvores para consertar o olho de Charoxx ou para no contar piadas idiotas – resmungou Aramil.

- Cale a boca, Aramil – respondeu Astreya zangada, realmente temendo que tudo aquilo se mostrasse uma grande perda de tempo.



Quando chegaram próximos a um grande rochedo, viram um pequeno gnomo de cabelos escuros, trajando roupas negras e azuis. Ele surgira do nada, possuía um cavanhaque bem aparado e carregava uma grande bolsa, repleta de poções e pergaminhos. Ao notar a surpresa nos rostos dos heróis, ele se curvou educadamente e disse:



- Saudações, nobres aventureiros. Bem vindos à Floresta de Kharnat. Eu sou Nubling Erkenwald. Em que posso servi-los?

0 Blá blá blá!:

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