quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A hora do rato, Parte1


A hora do rato.


Era alta madrugada nos muros sul de Brascol, uma fina nevoa se elevava do chão o odor de água se misturava ao cheiro de dejetos fecais e urinairos o lixo se acumulava em torno dos becos e nas esquinas, as paredes tem marcas de fuligem resultante de fogueiras feitas pelos menos afortunados em busca de aquecimento e um homem honesto não se aventurava fora de sua porta mais que a distancia que uma arma pudesse golpear.

Os gritos eram comuns nessa parte da cidade, o bairro tinha o pitoresco nome de “quinta do sol”, mas o sol já não brilhava ali a mais tempo que o mais antigo morador do bairro conseguiria se lembrar, conta-se que o lugar já foi um bairro de gente honesta e trabalhadora, mas isso foi a muito muito tempo mesmo.

Por todos esses motivos ninguém abriu a porta para acudir o grito de socorro de uma mulher que ecoou perdido noite adentro até se tornar um débil gemido e se silenciar afogado nos barulhos noturnos ainda mais ali, na rua de Dorgon, a muito tempo Dorgon foi um herói lendário seu nome inspirava jovens a largarem enxadas e pegarem em armas, significava vontade, luta, paz, justiça, união, hoje a rua de Dorgon é conhecida por outra característica do herói, ele era devotado a Lotus de Firagor, uma flor espiritual que absorvia a alma dos corajosos e lhes dava a chance de renascer um culto muito forte na época de Dorgon.

Hoje nas esquinas da rua que levava o nome do herói em Brascol pode se comprar quase todos os tipos de lótus para entorpecer a mente, corre o boato que aqui compra se tudo, do prazer a morte.

E era isso que ocorria agora nas esquinas sujas e imundas dessa rua era o que sempre acontecia aquele barulho para os habitantes sem condições desse bairro significava isso e quem se metesse nos assuntos alheios encontrava a morte, por isso ninguém se atreveu a olhar pela janela ou prestar socorro.

Afinal pensavam eles, com certeza é mais uma vez a guilda dos ladrões acertando contas com antigos rivais, ou devedores.

A manhã seguinte chega iluminando o bairro, trazendo um certo alivio dos odores noturnos, mas naquela manhã os habitantes da rua de Dorgon desejariam que a noite tivesse continuado eternamente....

...Ao amanhecer um corpo de guardas da cidade de Brascol estava fazendo as rondas na rua, o único horário que é permitido a eles entrarem na quinta do sol...

...Os guardas chamam a região de “O Gueto”, horrorizados com a cena que encontraram chamaram o sargento em comando da unidade.

Uma jovem, com o corpo coberto pelo que se supunha ser um vestido de seda, havia sido encontrada, na soma geral dos atributos não denotava mais que 16 anos e o que sobrara de seu rosto indicava que ela tinha sido bela...

...Seus olhos estavam pendurados pelos nervos óticos para fora da cabeça, seus intestinos saiam pela barriga passavam pelas costas e enrrolavam-se no pescoço e outra parte estava presa a um nó numa arvore, a língua pendia para o lado esquerdo da boca, em volta de seus labios ocupavam um certo tom de roxo, seus cabelos dourados tingidos de manchas de sangue, balançavam ao vento.

O sargento desejou que fosse ele quem estivesse ali naquele lugar, embora horrivelmente multilada e desfigurada, todos conheciam Eva Marim'Ham, tataraneta de Dorgon Marim'Ham e ninguém quer ser responsável a contar a um rei que um membro da família real morreu especialmente quando esse membro é a neta que o rei chama de “razão de minha existência”.

As coisas iriam feder ali e iriam feder para muitos.

Após uma explosão de fúria do capitão da guarda, a noticia chegou ao rei, não se sabe como uma carta anônima com um conteúdo macabro escrita em sangue....

“Os impuros morrem em locais de impuros e sobre o nome de impuros”

O rei mandou que uma guarnição dos “Inquisitores” fossem ao local, investigar e dessa vez eles receberam a ordem direta da boca do rei...

E ai pessoal gostaram do inicio da Hora do rato? Quem fez foi o Camus, aguardem as proximas.

2 Blá blá blá!:

Camus disse...

Nossa escrevi isso faz quase seis meses.
Pena que o grupo morreu na primeira sessão ae eles não viram a continuação da história vão ter que acompanhar pelo blog.

Finolis valeu pela força e incentivo ae amigo e espero os comentários do pessoal para ver o que acharam do conto.

Camus

Rodrigo - Palada disse...

Legal, gostei quero ver mais.

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