sexta-feira, 27 de agosto de 2010

As Crônicas de Elgalor - Capítulo 8: Matar ou Morrer (parte 2)

Boa tarde pessoal, as nossas parcerias estão dando frutos confiram aqui a continuação do Conto/Crônica, enviada pelo nosso parceiro o Halls of Valhalla, se quiser saber mais sobre eles entre no blog deles clicando aqui.
Semana que vem tem mais As Crônicas de Elgalor.

As Crônicas de Elgalor - Capítulo 8: Matar ou Morrer (parte 2)
Com algumas costelas quebradas, Oyama e Hargor se levantaram, e novamente atacaram Charoxx, com ainda mais ferocidade. A lança do clérigo anão atingiu com força o local onde Bulma havia golpeado, e quando o dragão se virou para retaliar o ataque, sentiu a lança do ferido Erol sendo cravada em suas costas. Mais três flechas prateadas zuniram, atingindo o peito, a garganta e uma pata do dragão, sem causar qualquer dano. Oyama saltou e desferiu um poderoso chute onde Erol havia acertado a lança pela primeira vez, e pode notar que agora seu golpe fora sentido pelo dragão.



Mesmo com os músculos sendo dilacerados pela mandíbula de Charoxx, Bulma ainda tentava lutar. Usando seu machado com o braço que ainda estava livre, ela golpeou ferozmente um dos dentes do dragão, causando uma pequena rachadura na afiada presa do dragão.



Sangrando e furioso, Charoxx usou sua cauda para esmagar Erol contra a parede da caverna, tão rápido que o exausto ranger não pode posicionar sua lança para interromper o ataque do dragão. Enquanto rasgava a carne e esmagava os ossos de Bulma com suas presas, o dragão rasgou as costas de Oyama com sua garra direita e golpeou Hargor violentamente com a esquerda, quase decapitando o clérigo. Mais três flechas prateadas zuniram na caverna. A primeira atingindo a cauda de Charoxx, a segunda raspando nas escamas de seu pescoço, e a terceira, raspando levemente no olho direito do dragão.



- Finalmente... – disse Aramil apontando o cajado dourado, pulsando com uma enorme quantidade de energia arcana, na direção de Charoxx.

- “espíritos do ar e da água, unam-se perante meu pedido, e convertam-se na avassaladora força do frio que tudo congela” – recitou o mago élfico, e um imenso cone de energia congelante partiu de seu cajado, explodindo brutalmente no peito de Charoxx. O enorme e orgulhoso dragão recuou com a força do impacto e se contorceu de dor e ódio, mas não soltou a bárbara. Astreya novamente empunhou seu cajado de cura e todos os heróis sentiram um pulso de energia positiva curar um pouco seus terríveis ferimentos.



- Por que... – disse Oyama se levantando com dificuldade... – ele não solta a Bulma?

- Ele vai soltá-la só quando puder lançar outro sopro de fogo – respondeu Hargor se aproximando de Oyama – Vai cuspi-la em você ou em Erol, para evitar que se esquivem, e vai carbonizar todos nós em seguida. Precisamos acabar com isso agora.

- Me cubra – disse Oyama – e torça para que o Erol esteja consciente.

- Muito bem – disse Hargor.

O clérigo se concentrou e fechou os olhos por um instante

- “Moradin, conceda a benção da forja e do trovão à minha lança, e que Tua fúria divina nela se manifeste” – orou o clérigo, e sua lança foi envolvida por uma poderosa energia como se dentro dela estivessem presos mil relâmpagos.

- Por Moradin! – Gritou Hargor se lançando em um ataque furioso contra Charoxx.



O dragão abissal reconhecia o perigo da lança do anão, por isso lançou sua cauda lateralmente na direção do clérigo enquanto sugava o ar da caverna pelas narinas para em seguida lançar mais um feroz sopro de fogo. Charoxx, contudo, não cairia no mesmo ardil duas vezes.

Quando Hargor posicionasse a lança para interceptar o golpe, Charoxx mudaria o sentido do ataque, fazendo com que a cauda esmagasse o anão. Para a surpresa de Charoxx, Aramil e Astreya, Hargor simplesmente jogou a lança no chão, e foi atingido violentamente pela cauda do dragão. Todos ouviram o som dos ossos do clérigo se quebrando, e quando ele caiu inconsciente no chão, não era possível determinar se ele estava vivo ou morto.



Charoxx notou que algo estava errado, mas ante que pudesse conjecturar sobre o ocorrido, viu Oyama com os punhos fechados, dando um grande salto em direção à sua boca.

- Cócegas, não é? – disse o monge em pleno ar, enquanto desferia um soco com toda sua força no dente do dragão que Bulma atingira com o machado.



O impacto do soco foi terrível. Oyama sentiu os ossos de sua mão se quebrando, mas sorriu satisfeito ao ver que o dente se quebrou completamente com o impacto do golpe. Charoxx perdeu o ar e urrou de dor, deixando a bárbara cair.

- Pegue a Bulma, Aramil! – disse Astreya correndo em direção à lança de Hargor.

- Não me dê ordens, meio-humana – disse Aramil conjurando uma magia de telecinésia para descer o corpo de Bulma suavemente até o ponto onde Astreya estaria.



Antes que Oyama chegasse ao chão, o dragão o agarrou com uma das garras e esmagou o corpo do monge com toda sua fúria. Oyama sentiu todas as suas costelas se quebrarem, e quando sentiu sua coluna começar a se partir, a lança de Erol, em um arremesso perfeito, se enterrou na pata de Charoxx, obrigando o dragão a soltar o corpo do monge, que perdera a consciência naquele instante.

- Não me ignore, lagarto imbecil! – provocou Erol, que apesar de muito ferido, sacou suas espadas. O ranger sabia que seria morto agora, mas precisava ganhar um pouco de tempo para que Aramil e Astreya agissem. Charoxx avançou sobre Erol para triturar o elfo com sua mordida, quando um pequeno portal apareceu atrás do ranger, transportando-o magicamente para onde estava Aramil.



- “Espíritos da luz e da vida, curem os ferimentos de minha amiga” - disse Astreya tocando o corpo de Bulma e conjurando a magia de cura mais poderosa que conseguia.

- Precisamos de você, Bulma – disse Astreya quando a bárbara abriu os olhos.

Por instinto, Bulma levou a mão à lança de Hargor, e mesmo muito ferida, levantou, rosnou e correu na direção de Charoxx. O dragão, por sua vez, sugou o ar da caverna mais uma vez e se preparou para lançar seu último sopro, que transformaria em cinzas todos que ainda estavam de pé.



Erol, que observara atentamente tudo o que havia ocorrido até ali, guardou suas espadas e sacou seu arco longo. Aramil se concentrou novamente. O arco élfico de Erol se retesou, e uma flecha rasgou o ar, atingindo em cheio o olho direito de Charoxx. Aramil lançou mais uma poderosa rajada de energia congelante, desta vez, mirando na cabeça do dragão, para tentar anular o sopro.



Astreya cantou e o espírito de Bulma explodiu em fúria e determinação. No instante em que a rajada de Aramil atingira a cabeça de Charoxx, a bárbara cravou a lança de Hargor no abdômen ferido do dragão, no mesmo instante em que ele usara as garras de suas duas patas dianteiras para perfurar o corpo de Bulma. A lança, carregada com o poder de Moradin, explodiu dentro do dragão, derrubando e um grande clarão cegou todos na caverna.



Quando puderam enxergar de novo, Astreya, Aramil e Erol viram a carcaça sem vida de Charoxx, em meio aos corpos destruídos de seus valorosos amigos.

5 Blá blá blá!:

Camus disse...

O custo em vidas de se matar um Dragão é sempre alto, porem aqueles que tombam não são em vão... nunca mais uma besta como essa roubará outra vida inocente, lembro me de um discurso de um bravo guerreiro que um dia tive o prazer de escutar:

"Quero me posicionar diante das ameaças cosmicas que assolam o Multiverso e cuspir em seus olhos e dizer, NÃO DURANTE A MINHA VIGILIA."

Isso sempre me motivou a continuar em frente mesmo com a morte de meus amigos me fez compor um poema de batalha, como um bom Bardo deve entoar em honra aqueles que não mais andam consigo, (Ao qual eu entoei em frente a Morthax O Velho, um Dragão Vermelho de duas cabeças, que o inferno congele ele antes que eu o perdoe.)

"Nascemos sobre a Sigma do Ódio, da Desesperança e do Desespero, durante muito tempo oramos para que nossos deuses nos dessem uma existencia pacifica... Eles nos deram as habilidade da guerra.

Habilidade essa que aumentou os corpos em nossos caminhos, fazendo com que nos questionassemos sobre nossa existencia, agora senhores do destinho se for para morrer, que seja ante a uma parede de laminas, sufocado pelo amontoado de corpos inimigos e afogados no sangue deles, cuspindo nos olhos do destino, com um palavrão no meio dos lábios por sentir que nossa hora chegou e que essa hora seja no meio de nossos amigos."

Sintam se honrados senhores pois Charoxx há de nunca mais se levantar para fazer o mal e que os deuses recebam esses herois em vossa casa com a honra que eles merecem, principalmente Hargor clérigo do poderoso Moradin e Bulma grande barbara.

Fica o poema que eu dediquei a meus amigos como uma singela homenagem a vocês.

Camus BloodStorm Havora.

(Parabens pelo conto Wotan e belo arremesso Atreya digno de um Bardo.)

Camus

Odin disse...

Sábias são tuas considerações, nobre Camus. Deveras sábias.

Camus disse...

Vi muito sangue e lagrimas caro Odin, sangue que muitas vezes foi derramado inutilmente e lagrimas que me fizeram repensar as coisas que fiz em minha vida.

Aprendi muito pelo caminho da espada, conheci guerreiros que se acovardaram, barbaros que se tornaram civilizados, vi paladinos cairem e se levantarem, vi rangers enlouquecerem e por fogo em florestas e caçar animais, vi anões que tinham medo do escuro e elfos que não amavam florestas, vi bardos que não mais cantavam e ladinos mais honrados que muitos paladinos de Heroneus.

Isso só me ensinou nobre Odin que o heroi de um povo é o carrasco de outro povo, que deveriamos ficar atentos a isso e respeitar toda forma de vida e liberdade.

Porém até que todos pensem assim, devemos manter nossas espadas afiadas contra aqueles que querem escravizar e torturar por ser mais fortes.

Seu relato me fez lembrar meus primeiros anos tão distantes e aventurados, que saudade sinto deles....

Já fui andarilho, ladrão, nobre e até mesmo rei, hoje vivo em uma casa isolado de tudo e todos com a esposa que amo, criando meu filho e vendo o crescer, mas minha velha espada e meu alaude estão sempre a mão... pois sei que nem todos pensam como eu penso.

De tudo que eu adquiri e vivi, o que mais sinto falta por incrivel que pareça (e olhe que sou bardo/ladino hehehe) não é o luxo ou a ostentação, não é o respeito ou reconhecimento nas ruas, aprendi que isso passa, mas o suave sorriso de meus amigos, as boas risadas em tempos dificies e até mesmo os erros que eles cometeram tentando acertar... isso os deuses gravaram em minha alma com algo mais duro que o adamantite e pela benção deles jamais saira.

Por isso que disse que o custo é elevado em vidas, pois não somente aqueles que partem tem suas vidas e habilidades encerradas abruptamente.

Mas sim tambem aqueles que ficam com uma saudade e responsabilidade enorme em seus ombros... mesmo que neguem e não digam, eles sempre acabam honrando seus amigos.

Parabéns pelo conto mais uma vez.

e quando precisar, estamos ae

Camus

Astreya disse...

Além de sábias, suas palavras são belas, nobre Camus. Interessante foi tua vida e que tuas considerações sobre o que é realmente importante possam ser ouvidas por todos.

Camus disse...

Apenas refletem a vida que vivi bela barda,
Ela foi sofrida, cruel e em muitos pontos beirou ao insano, mas foi a minha vida assim como a vossa é somente sua e isso ninguem rouba ae repousa a verdadeira liberdade.

Fico feliz que tenha gostado de minhas palavras, espero que se há ao menos uma gota de sabedoria nelas, que você passe para frente, pois assim perpetuamos a imortalidade de nossos amigos, na memoria que permanece.

Parabéns mais uma vez pelo arremesso e que Ollimandara, lhe proteja sempre.

Camus


Camus

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