sexta-feira, 30 de julho de 2010

Um Encontro Inesperado ou Inicio do fim 23

Um Encontro Inesperado ou Inicio do fim 23

Saudações meu príncipe vejo que estás atarefado, se tiveres um tempo sente-se e ouve a minha continuação da história. Ah! Que bom que está ansioso por ouvir.

Bem! Como havia dito Void fugiu e levou o ovo consigo, mas o ovo era apenas uma parte do tesouro, agora eles eram ricos.

Estavam presos isso é bem verdade, mas estavam ricos!

Amrod e George deram um jeito de achar uma saída, na verdade utilizando dos poderes que a mãe terra lhe concedeu, George removeu o bloco de pedra que selou a passagem quando entraram.

Back dividiu o tesouro entre todos os presentes inclusive para quem eles resgataram, justo eu acho.

Smirnoff concordou e os outros também até Cecil foi a favor. É claro que ele já havia separado a sua outra parte, mas isso eles não sabiam e se soubessem também não iriam se importar.

O fato é que eles decidiram permanecer na colina. Back e os outros decidiram firmar ali a morada deles, era um lugar afastado dos reinos, portando não deveria ter um dono. O portal precisava ser guardado, e havia algumas áreas a abençoar.

Aliás, meu príncipe, eu sei que tenho aqui em algum lugar, mas não encontrei ainda os textos que contem os mapas da morada deles e como foram divididas as salas, o que era de quem, enfim.

O fato é que alguns resgatados resolveram ajudar Back e se ofereceram como seus seguidores e talvez até vassalos. Iriam avisar suas famílias que estavam bem e retornariam, esse foi o combinado.

Argull doou parte dos seus tesouros para a sua vila e como todo mago guardou o restante para suas pesquisas.

Contudo, estavam sem a Jóia. Back tinha uma jóia morta e a outra Void levara, Back rogou pragas aos ventos. Maldito tinha sido Void que levara a jóia.

Então um pacto foi firmado, George, Amrod e Alabardiel iriam atrás da jóia levada por Void, os outros arrumariam a antiga morada de Zediccus.

E assim se cumpriu. Caminharam seguindo as orientações de Amrod, pois ele tinha a bússola que apontava a jóia. Eles sabiam que Void havia voltado para Ortannus, não sabiam onde Void morava, mas a bússola lhes mostraria o caminho.

Viajaram uns dois ou três dias e se depararam com um golen de pedra no caminho. O golem disse que era o um elfo e se disse amigo de Back. Informou que estava preso nessa armadura e Alabardiel libertou-o removendo a maldição. Claro, não antes de certificar-se de que teriam mais soldado à disposição para a causa de seu Deus Fafnir.

Eles seguiram durante semanas, até chegarem a um a clareira feita de cinzas e destruição. Havia algumas barracas dessas que caçadores fazem quando vão caçar couro de animais, pois passam semanas ou mesmo meses dentro da mata.

Tudo destruído pelo fogo: colunas, tetos, pessoas, armas, equipamentos, tudo eram cinza. Nada havia sobrado, George escondeu a felicidade diante da desgraça enfrentada pelos caçadores, pois não deve se mostrar feliz diante da destruição.

Alabardiel avistou em meio a cinza, quase na entrada do que sobrará da mata, um vulto e berrou:

- Amrod! Lá, veja a criatura!

Ah, meu príncipe, não sei se pelo que havia passado semanas atrás ou mesmo devido aos últimos acontecimentos, mas Amrod não pensou duas vezes, enquanto a criatura humanóide corria em direção à floresta, claramente tentando fugir, ele disparou.

Meu rei, hoje não existem mais arqueiros como naquele tempo e Amrod era o melhor deles. Pois, como sempre, tendo o campo de visão livre, o elfo jamais errou. Ainda assim o homem continuou a correr para a floresta.

Alabardiel abriu suas grandes asas e alçou voo no encalço do fugitivo. O que veio a seguir o deixou completamente atônito. Para sua surpresa as árvores se abriram e do chão em sua direção o fogo do inferno subiu. Ele achou que estava de fato no inferno tamanho era o calor, mas meu príncipe ainda não era o inferno, ainda não.

Seguindo as chamas uma criatura enorme com chifres, seu rosto espinhudo, o focinho com chifre soltando fumaça, o corpo coberto de escamas que brilhavam uma mescla escarlate e carmim. Alabardiel sabia, era um enorme dragão vermelho que vinha em sua direção.

Ele pode fitar os olhos amarelos da criatura enquanto ela tentava morde-lo. Ele se desviou e atacou a barriga do bicho meio desequilibrado por evitar a mordida mortal. Sua alabarda, no entanto, não cravou fundo as escamas do monstro.

Pelas suas costas e entre suas asas ele sentiu o vento que passou das flechas que Amrod atirava.

Já ouvi histórias de tropas de arqueiros que disparam flechas de suas fileiras e antes da primeira tocar o chão mais quatro são lançadas e Amrod não era diferente.

As flechas cravaram fundo e o monstro não teve outra opção, agarrou Alabardiel e jogou-se ao chão, outro teria morrido embaixo do monstro, mas não o filho de Fafnir.

Era isso que George esperava e junto com seus amigos da floresta atacou. O tigre Silvester, o leopardo Bruce e o lobo Vandame, atacaram e suas garras não seriam fortes o suficiente se George não houvesse imbuído as criaturas com o poder da deusa da floresta.

E o elfo de roupas estranhas, aquele saído do golen, também atacou tirando sangue do monstro.

O Dragão urrou e uma bola de fogo explodiu em suas costas arremessando os animais de George, enquanto o dragão pulava, voando em seguida. Alabardiel estava livre agora e ele lutaria com o maldito até o fim.

Amrod berrou:

- Leve-me junto que eu o acertarei mais algumas vezes!

E com um rasante Alabardiel carregou Amrod junto. Seguiram assim o dragão, Amrod não conseguia mirar, mas o dragão deveria pagar pela destruição que causou.

Com esforço tremendo Amrod conseguiu acertar mais uma flecha, e o dragão se decidiu.

Mataria a todos e mataria agora!

Então ele voltou. Alabardiel não poderia lutar segurando o Elfo, por isso voou para o chão soltando Amrod e logo atrás dele, mais uma vez, todo o inferno seguiu em forma de chamas que saia da boca cheia de dentes afiados do dragão.

Amrod quase morreu mais uma vez, salvo pelas arvores que tombavam a suas costas escapou muito ferido do ataque do dragão, mas ainda vivo.

George que corria ao encontro deles vendo a cena, clamou pelas forças da floresta. Em cima da criatura, talvez um golpe de sorte ou mesmo a atenção da deusa, uma cobra também enorme surgiu logo acima do dragão caindo sobre ele e o enlaçando em um abraço mortal. Impedido de voar ele despencou junto com a cobra.

Alabardiel aproveitou a situação e deu o golpe fatídico na criatura.

Cansados e machucados, como já era de se esperar, viram ao horizonte a bela criatura voando em sua direção, era Alice que pressentira algo ruim e veio em seu socorro, chegou em boa hora para curar Amrod e auxiliar Alabardiel.

O elfo de espada fina não conseguiu acompanhá-los. E logo teve a ideia de desenterrar o dragão assim que encontrasse sua cova. Mal sabia ele que Alabardiel havia destruído o corpo do dragão por completo. Jamais permitiria que alguém profanasse uma criatura de seu Deus, ainda que fosse de má indole.

Após um descanso merecido e depois de George ter feito suas preces a Êlohnná para que revitalizasse a floresta destruída pelo dragão, rumaram destinados a encontrar a jóia roubada. Não foi difícil, a jóia estava em Ortannus. Esse era o perigo, na verdade, pois Amrod era procurado na cidade, 1000 PO pela sua cabeça é um belo prêmio.

Entraram na cidade durante a noite, Amrod transformado em macaco por George, não foi conhecido nos portões. Assim que a casa de Void foi encontrada George enviou um pássaro aos demais para apontar o local.

Alice atravessou o teto da casa, Alabardiel, um tanto indignado com a falta de jeito daquela dama, também desceu e juntos encontraram a jóia roubada junto ao corpo morto de Void.

Agora precisavam encontrar um lugar seguro para a jóia e voltaram até as ruínas que já não parecia mais tão ruínas. A vila de Argull havia se aproximado, as pessoas que haviam sido salvas estavam de volta, muitos com os familiares.

Em algumas vilas corria o boato que existia um santuário para as pessoas de coragem e honradas, e algumas pessoas pensavam em ir para lá.

Mas eles não queriam perder tempo, precisavam correr. Estavam a serviço dos deuses. Back, confiando em seu Deus e em seus companheiros, continuou na cidade enquanto os outros buscariam o último ovo.

Alabardiel foi quem entregou o ovo a Back, e foi em busca do próximo.

Agora estavam Alabardiel, Amrod, Argull e George em busca do último ovo. Não era sem interesse a permanência de Back. Aproveitaria o tempo e a biblioteca das ruínas para pesquisar uma forma de devolver a vida ao ovo morto.

O caminho era para o norte. Seguiram durante dias até adentrarem na floresta das árvores altas, território das guerreiras. Eles não sabiam onde entravam e logo se viram cercados por elas. Diz a lenda, meu príncipe, que elas simplesmente odeiam os homens.

E se George não tivesse conversado... Bem, elas os teriam executado ali mesmo. Permaneceram, todavia, relutantes em deixá-los passar. Permitiram apenas que Alice fosse até sua rainha para argumentar a necessidade de cruzar essas terras.

E foi lá que Alice encontrou o último ovo, ele estava sobre o altar da rainha das guerreiras.

Ela tentou argumentar com a rainha, mas foi banida das terras delas, jurando voltar.

Não existia um meio de derrotar essas guerreiras não apenas eles quatro, precisavam de mais ajuda. Então voltaram.

Sim, meu príncipe a batalha parece eminente, mas um outro dia concluirei a história de hoje, pois vejo que estais cansado além de seu ânimo em me ouvir falar.

4 Blá blá blá!:

Odin disse...

Muito bom, estava com saudades destas histórias!

Dragões do sol Negro disse...

Opa valeu!
Obrigado!

Eder disse...

Sem sombra de dúvidas, Fino, a melhor narrativa de nossas aventuras até agora. A articulação dos fatos ficou muito bem construída.

O Bardo Cego está se superando. Cada vez sua visão da história surpreende mais...

RPG Forever disse...

Nada como uma boa história para dar uma relaxada.

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