quinta-feira, 8 de julho de 2010

Meu velho amigo é um demônio ou Inicio do fim 22

Salve meu príncipe vejo que tens suor em teu rosto, o treinamento com armas está te tirando o fôlego?

Desculpe vossa soberania, não mais me intrometerei em teus assuntos. Continuarei então a história de onde paramos.

Eles haviam encontrado o local com os grandes candelabros, um ótimo local para se descansar e assim voltaram para buscar todos os outros, e mais uma vez Back criou alimentos e água.

Outros haviam recobrado a consciência, entre eles um meio elfo que se apresentou como Couryn Evenfall e um homem chamado Dalsin.

Assim Couryn agradeceu a ajuda e não se lembrava há quanto tempo estava naquela pocilga, nem se lembrava como chegara até aqui.

Enquanto desancavam uma explosão de luz acontece no lado esquerdo da sala.

— Sim meu rei a luz ainda não se propagava no ambiente, apenas a luz da Orb iluminava, mas a explosão foi vista e de dentro dela surgiu o anjo antes invocado por Back, agora, porém, sem ser invocado.

Todos ficaram assustados e ele ajoelhou-se aos pés de Back ¬— Sou Sova Alabardiel — se apresentou e revelou a todos o que havia acontecido, sobre a guerra entre os deuses e como o deus único subjugou o seu e que Back deveria ajudá-lo como ele o havia ajudado uma vez.

Os outros na mesa ficaram atônitos, afinal, como um deus poderia cair ou ser derrotado por outro? Então as perguntas começaram:

— E Odin? Disse Smirnoff.

— Caiu — respondeu Alabardiel e assim sucessivamente cada um perguntou sobre o seu e seus olhares diziam mais do que a simples resposta dada.

— Caiu.

George demonstrou já saber a situação de sua deusa Êlohnná, pois estivera em seu reino recentemente enquanto passara para o reino dos mortos. Mais do que imediatamente se dispôs a ajudar, pois neste momento a força de um seria esperança para outros.

Os demais também decidiram ajudar, claro! Como se nega ajuda a um anjo? Mesmo que seja um anjo dragão.

Mas antes precisavam recolher os ovos, e então encontrarem uma passagem para a terra dos deuses. Pois Alabardiel também explicou que não conseguiria enviar eles para a morada dos deuses. Seus poderes tinham o abandonado, apenas uma fagulha do que fora nos reinos de Fafnir restavam em seu corpo.

Então encontrariam o ovo e a saída desse lugar, Back decidiu ficar e continuar ajudando os feridos, pois agora Alabardiel poderia ajudá-los nesse lugar maldito e se precisasse saberiam onde encontrá-lo.

Assim, George, Dalsin, Couryn, Argull, Tripa, Dalsin, Anrod, Alabardiel, Alice, Matusalém e Void. Seguiram caminho.

Entraram em outras salas procurando as jóias que precisariam para resolver o enigma das luzes.

Em uma delas o frio era insuportável e uma neblina cobria o local. O maldito mago havia trazido de outros planos uma criatura feita de puro gelo, translúcida como o mais belo diamante e furiosa como o mais terrível dos demônios, criatura poderosíssima que teria matado Matusalém, pois durante o combate ele havia sugado o Monge para o seu interior e o estava afogando.

Tripa seca desesperado atacou a criatura com o seu martelo com toda a sua força, mas algo aconteceu e ele acertou matusalém. A criatura outrora translúcida agora tinha uma coloração vermelha escura, que a deixava mais ameaçadora.

Void irritado com a ineficiência dos seus amigos ou mesmo a burrice deles berrou para que fizessem algo e saltou ao encontro da morte dentro do monstro de gelo, atravessando a criatura e retirando Matusalém em seus braços. Salvando-lhe a vida.

Mas a criatura ainda não estava morta.

Atacando ferozmente quase arrancou a cabeça de Alabastiel, por pouco não a separou do pescoço. O corte não fora profundo suficiente para matá-lo, mas agora ele falava com dificuldade.

Foi preciso que todos atacassem com precisão e assim ela foi destruída deixando uma das jóias no lugar onde antes havia o seu corpo. E uma arma feita de gelo ou água também foi encontrada no local.

Voltaram até a sala onde os outros estavam e Void sentou-se em uma cadeira muito machucado, pois havia salvo Matusalém era verdade, ele não os deixaria esquecer, mas a criatura vindo dos planos elementais o havia acertado nas costas.

Sim meu rei, nesse dia Void foi o herói e também o carrasco. Como? Deixe continuar e entenderás.

Back decidiu ir junto, pois poderiam precisar de sua ajuda e, bem, não sei como ele faz ou fez isso, meu rei, mas sem a ajuda dele não conseguiriam encontrar a solução para o problema. Pois veja.

Seguindo pelos corredores encontraram uma sala onde talvez fosse aí que o mago mantinha os seus soldados em tempos passados. Havia camas e baús por toda a sala, armários de armas e estandes de armaduras, até uma armadura para cavalo existia ali.

Repentinamente, do fundo da escuridão, correu em direção a eles um demônio. Sim, meu rei, na verdade era Cecil.

Back o reconheceu e berrou:

— Cecil, não ataquem!

Era tarde. Matusalém aproveitou-se que ele corria em sua direção e o acertou utilizando um dos seus golpes e deixando-o paralisado.

Não, meu rei, não sei como monges fazem isso. Hoje não existem muitos monges que possam fazer isso. Matusalém não era um monge de hoje em dia, sei apenas que não é mágica.

Cecil fugia com um colar em suas mãos e bem atrás dele mais oito ogros sedentos pelo seu sangue o seguiam.

Mais uma vez eles combateram. Foi uma luta dura, mas Alabartiel fez como os seus irmãos ou primos, os dragões e de sua boca saiu uma rajada de relâmpagos. Aí foi fácil para Tripa seca, George e Amrod terminarem o serviço.

Assim Cecil foi salvo e concordou em ceder a jóia para decifrar o segredo da porta mágica.

— Como Cecil entrou aqui e por quê? Isso contarei outro dia, meu Rei. Lembre-me uma próxima vez.

Couryn aproveitou e se equipou com o que encontrou na sala. Até a sua velha espada, por sorte estavam em posse dos Ogros.

Retornaram agora por outro caminho, entraram em outra sala onde o cheiro de enxofre cobria o ar, várias grades espalhadas pela sala, a maioria quebrada formando um labirinto de ferro. Encontraram duas mulheres presas a correntes como antes estava Alice.

Alice disse que elas não deveriam ser soltas. Back, no entanto, não permitiria isso e as soltou. Elas agradeceram e disseram que tinham uma divida com seu libertador que um dia pagariam. Elas sumiram no ar.

Pelo caminho passaram por uma ponte estreita que dava numa porta que estava trancada. Isso já não era novidade para eles, assim como a atitude de Tripa Seca. Ao se deparar com uma porta logo usava sua chave mestra... o martelo e sem pensar a porta veio ao chão.


...vinda dos confins do inferno, um maldito demônio estava preso ali. Ele atacou Tripa com seus chifres tentando derrubá-lo da ponte...


De trás da porta corre rumo a eles a mais terrível das criaturas, vinda dos confins do inferno, um maldito demônio estava preso ali. Ele atacou Tripa com seus chifres tentando derrubá-lo da ponte. Foi em vão. Tripa saiu vitorioso e derrubou o demônio da ponte para a escuridão.

Dentro da sala encontram vários círculos arcanos e símbolos que Void disse servirem para algum ritual de invocação demoníaco. Sobre um desses círculos Alice encontrou outra jóia. Agora sim estavam todas juntas.

Cautelosos eles decidiram seguir pela outra passagem. Não desejam nenhum outro tipo de criatura espreitando suas costas enquanto tentavam sair ou mesmo encontrar o ovo do dragão.

Back retornou até a sala onde o pessoal havia ficado, todos estavam bem. Decidiu, assim como Argull, ficar para proteger os prisioneiros.

Entram numa sala maldita, para George é difícil esconder a ira, misturado ao nojo e dor em seu coração, pois nesse lugar maldito o mago fazia suas experiências. Várias cabeças e animais empalhados encontravam-se por toda a sala.

Ali foi travado um combate dos mais terríveis e só com a ajuda de Alabartiel puderam vencer a amaldiçoada criatura feita de corpos de pessoas e animais.

Depois examinaram todo o ambiente que rendeu uma caixa cheia de diamantes e várias poções. Não, meu rei, eles não sabiam se tinham alguma utilidade ou se eram apenas jóias. Void garantiu que identificaria para eles com tempo.

Voltaram à sala das gemas e mais uma vez colocaram as duas gemas. Para Cecil ficou claro o que deveria ser feito. Era óbvio para ele a seqüência de gemas que deveriam ser colocadas e assim porta foi aberta.

Desfazendo assim a magia de escuridão, restaurando a luz, como no outro lugar Back e os outros perceberam.

Viu, meu príncipe, por isso eu disse que Back sabia o que aconteceria, pois se não estivessem salvo Cecil possivelmente não teriam sido salvos e não teriam resolvido a charada em que eles se encontravam.

Não estavam seguros ainda. Cruzando a porta entraram em uma sala amaldiçoada pelo tempo, onde ossos e morte mais uma vez tentaram levá-los, outra luta difícil. O fantasma de uma das irmãs levantou vários esqueletos e os atiçou contra eles.

O que pode o mal na presença de vários lutadores dos deuses? Rapidamente foram destruídas as caveiras e o fantasma da menina afugentado com uma simples prece feita por Alice a seu deus Odin.

Ao final da passagem, à frente dos corpos, uma espécie de portal fechado, como se a magia para abri-lo ainda não tivesse consumada.

Havia a estátua de uma das irmãs de braços abertos voltados em direção ao portal.

Então eles entenderam o que havia acontecido. Uma das irmãs transformou a outra em pedra antes que o portal estivesse aberto. Qual era a irmã má e qual era a irmã boa. Jamais saberiam. Para onde o portal levaria? Isso eles descobririam alguns anos ou meses a frente.

Cecil junto com Amrod encontraram uma passagem secreta. Os olhos de todos brilharam, havia tesouro ali para se comprar um reino. Moedas e mais moedas de ouro se misturavam a jóias e pedras preciosas, que transbordavam um baú do tamanho de uma cama ou maior.

Esse dinheiro daria para os prisioneiros recomeçarem suas vidas assim como, daqui para frente eles poderiam levar uma vida mais folgada.

Riquezas mexem com a cabeça dos mais justos dos homens. Alabastiel encontrou o ovo em cima do tesouro como se descansasse esperando por ele. Pegou-o e Matusalém pediu:

— Dê-me o ovo que entregarei a Back, é por isso que estou aqui.

Alabastiel retrucou e quis carregar o ovo consigo. No entanto, percebeu a fidelidade de Matusalém a Back e compreendeu a importância do que ele lhe pedia. Esticou o braço com o ovo que, num piscar de olhos flutuou e sumiu.

Foi aí que o herói revelou-se o carrasco, um traidor. Void disse:

— Não mexam em nada, eu fico com o ovo! — Eles não podiam ver Void.

Se Void devolveria, eles não poderiam arriscar. Nenhum dos paladinos jamais pode saber se ele era bom ou mal. E eles sempre sentem isso.

Alice, que estava na entrada, fechou a porta o mais rápido que pode. Void não sairia da sala. Mesmo invisível.

Então ouviram palavras mágicas.

¬— Ele esta fugindo! — Berrou Couryn, Amrod e George em uníssono, atacando o vazio. Tinham uma pequena noção de onde ele estava, pois ouviam sua voz.

Amrod teve certeza de que o acertou. Afinal, suas flechas sumiram em pleno ar. Tripa Seca sabia que não acertara ao perceber que seu martelo zuniu no ar. Couryn também não teve sucesso, sua cimitarra assoviou sem achar alvo algum.

George invocou espinhos das pedras ineficientes contra Void, pois ele estava voando invisível aos olhos dos amigos agora inimigos.

Alabastiel abriu sua bocarra e o local foi coberto por relâmpagos, acertando a todos: o traidor e até mesmo seus amigos.

Alice então mesmo ignorando as feridas causadas pela magia de George atacou e acertou o que deveria ser um golpe mortal.

E a voz de Void cessou. A magia havia sido completada. O traidor havia vencido, fugira e levara o ovo consigo.

Desculpe-me, meu rei, mas estás a ciscar aí, nitidamente afetado pelo cansaço. Ou talvez minhas histórias estejam se tornando enfadonhas para vós...

4 Blá blá blá!:

Eder disse...

Muito da hora mesmo.
A questão mais próxima é resolver o enigma da porta secreta. Aí vamos nós novamente para um mundo de impropérios e incertezas.

Adonis disse...

Pô... o meu agarrar e teste de força 20 encima do golem de carne do laboratório vc esqueceu? E a minha estupenda demonstração de poder do deus ODIN ao expulsar todo o mal da sala virou uma simples prece??? huahuahuahua...

Zuera, foi bacana finão!

Bardo Cego disse...

Desculpe, senhor Adônis, talvez pelo fato de eu ser um Bardo Cego sua "estupenda demonstração de poder do deus ODIN" tenha parecido apenas uma prece. Que Odin me perdoe e me conserve em minha ignorância visual.

sandro disse...

ficou muito bom....parabéns finão!

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