segunda-feira, 26 de julho de 2010

Jornada ao inferno - 3ª Parte

Olá pessoal. Hoje nosso amigo Jaco, do blog http://contosderpg.blogspot.com/ nos traz a sequência da história "Jornada ao inferno".
Lembrando que a primeira parte pode ser lida aqui e a segunda aqui.




Jornada ao inferno - Parte 3

"Um chute violento derrubou o que ainda restava da porta. Os osyluths se adiantaram. Eram sete, alguns já tentando acertar seu oponente com suas garras. Os ataques foram aparados sem grande esforço, ainda que Quebra-Ossos tenha berrado de dor quando seu punho foi atingido de
raspão.

- Recue, Quebra-Ossos. Ou vou acabar acertando você também com minha magia.
- Guarde sua magia para inimigos decentes. Desse lixo aqui, cuido eu.

Vandavhy olhou de canto de olho a Tartayy. Ambos sorriram despreocupadamente. Era uma cena a que já estavam acostumados. Socos e cotoveladas violentas eram desferidas em tantas direções quantas houvessem inimigos, derrubando-os um a um. Quando o último osyluth caiu, começou o trabalho de esmagar a cabeça de cada um deles para que não mais se levantassem.

O que ninguém esperava era que Quebra-Ossos fosse acertado pelo ferrão de um deles enquanto estava de costas. O grito de dor começou forte e perdeu gradualmente a intensidade, como se as forças do guerreiro estivessem se esvaindo.


- Ele nunca me ouve – Tartayy balançou a cabeça – E acaba acontecendo isso.

O druida mudo puxou Quebra-Ossos para trás, dando ao mago o espaço para atacar com magia os três osyluths que ameaçavam se levantar. Tartayy tornou a respirar descompassado, mas não fez gestos. Murmurou, mais para si do que para os outros, palavras incompreensíveis e espalmou as mãos para frente em direção aos adversários caídos. E vários relâmpagos os atingiram, pondo fim à batalha, e derrubando parte da parede.

- Você sempre quer se exibir e acaba tornando difícil uma batalha que é fácil.
- Não pensei que esses covardes usassem esses truques sujos – Quebra-Ossos falava com dificuldade.

Vandavhy retirou de seus pertences mais folhas verdes, outro frasco contendo gotas exóticas, e outra vez, misturou-os até adquirirem a consistência necessária. Esfregou no ombro de seu colega, e já se preparou para ouvir um berro provocado pela sensação de alívio. Mas Quebra-Ossos nada sentiu.

- Isso não vai curá-lo – Tartayy tratou de alertar – O veneno que entrou no corpo dele é diferente. E mais poderoso.

Ambos olharam para o mago ao mesmo tempo. Pareciam querer entender de uma vez quem estavam enfrentando.

- Esses seres ridículos são osyluths. Um tipo de “diabo”. Uma casta de guardiões que protegem lugares importantes para os diabos. É isso que estamos enfrentando: diabos. E algum diabo muito poderoso transportou o reino que havia nesse lugar para o inferno – Tartayy por um instante hesitou em continuar, pensando estar assustando seus colegas – Agora, temos que ir até o inferno, literalmente, e salvar o reino.
- Não parece assustador – Quebra-Osso cuspiu no chão – O problema é se todos eles tiverem a mania de usarem truques sujos para me enfraquecer – desvencilhou-se de Vandavhy. Acabou caindo e foi levantado por seu colega – Fora isso, destruo todos.
- Pode ter certeza que vamos enfrentar gente com truques muito mais sujos que este.


Por alguns minutos, a conversa cessou. Tartayy buscava dentro de sua mente as palavras necessárias para liberar seu poder arcano. Teve a concentração quebrada duas vezes por cusparadas sonoras de seu amigo e precisou emitir um olhar de profunda reprovação para fazê-lo parar. Com a mão estendida, segurou com força o ombro que foi vítima da picada e conjurou sua magia. Houve um berro de alívio.

- Ah! Bom saber que você também tem seus truques.
- Não se anime – Tartayy interrompeu – O que eu fiz foi recuperar suas forças. O veneno continua ativo em você e vai voltar a te enfraquecer em poucos dias. Vou ter que procurar em meus grimórios alguma forma de remover este veneno. Supondo que seja possível.
- Não é hora de pensar no que vai acontecer daqui a alguns dias – Quebra-Ossos avançou para a sala adiante – Vamos chutar o traseiro sujo destes diabos primeiro.

A nova sala era maior e mais fedorenta. Havia cheiro de enxofre e o cheiro do fogo que vinha das tochas presas no alto das paredes. O chão tinha uma quantidade razoável de linhas no chão marcadas com algo que parecia sangue. E não havia mais nada.

- Sinto muita magia aqui. Um poder mágico muito maior do que eu imaginava.
- Sinto meu punho cada vez melhor – Quebra-Ossos cuspiu – Não há o que temer.
- Aqui é o local onde, através de um ritual que envolve muito poder, os diabos viajam de seu mundo de origem até aqui. E vice-versa.

Tartayy olhou para o chão. Seus colegas fizeram o mesmo. Apontou para a trilha de sangue no chão com o dedo, e foi movendo-o mostrando que a trilha tinha um significado.

Havia um pentagrama desenhado no chão.

***

- É bem simples. Sou capaz de nos levar até onde os diabos levaram o reino que estava aqui – Tartayy já parecia ofegante – Mas não sei exatamente o que encontraremos lá. Não tenho certeza se lá é quente, é frio, nem se lá tem ar. Não tenho certeza de nada do que encontraremos lá. Estejam preparados para tudo.
- Eles é que têm que estar preparados para nós – Quebra-Ossos cuspiu.

Vandavhy assentiu com a cabeça em silêncio. Os três posicionaram conforme previamente orientados por Tartayy. O mago concentrou-se ao máximo, respirou fundo e ouviu Quebra-Ossos cuspir de novo. Sussurrou alguma coisa.

E os três sumiram..."

Essa história continua dia 09 de agosto.

2 Blá blá blá!:

Anônimo disse...

Muito bom Parabéns

Astreya disse...

Muito bom mesmo, como sempre!

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