quinta-feira, 15 de julho de 2010

As Crônicas de Elgalor - Capítulo 5: Terror

Boa tarde pessoal, as nossas parcerias estão dando frutos confiram aqui a continuação do Conto/Crônica, enviada pelo nosso parceiro o Halls of Valhalla, se quiser saber mais sobre eles entre no blog deles clicando aqui.
Semana que vem tem mais As Crônicas de Elgalor.


 
Terror


Conduzidos por Hargor e Oyama, o grupo seguiu por trilhas ocultas nas montanhas, caminhos secretos dos anões que levariam todos ao covil de Charoxx, um dragão vermelho abissal com sete séculos de vida. Derrotando o dragão, os aventureiros conseguiriam uma chave, que os permitiria entrar na Torre do Desespero.

Como era de se esperar, ninguém estava com ânimo para conversas; eles haviam acabado de velar um batalhão inteiro de anões e estavam indo rumo a uma batalha que, mesmo se vencida, dificilmente seria ganha sem nenhuma baixa. Assim, o grupo caminhou em silêncio quase absoluto por cerca de meia hora. Quando a trilha parecia terminar em um enorme rochedo, a cerca de cem metros deles, Hargor fez sinal para todos pararem:

- Aqui é a entrada – disse o clérigo – é hora de nos prepararmos.

- Muito bem – respondeu Oyama – vamos acabar logo com isso. Não temos a noite inteira.

- Apenas um tolo corre em direção à própria morte – disse Aramil observando o rochedo, como se estivesse pensando alto.

- E apenas um covarde foge dela – retrucou Oyama aborrecido.

- Basta! – gritou Hargor.

- Estamos todos nervosos – disse Astreya em tom conciliador – vamos nos acalmar e prosseguir com os preparativos.

- Sábias palavras – respondeu Erol subindo agilmente em uma pequena colina para observar melhor a área – Supondo que o combate vá muito bem para o nosso lado, existem passagens alternativas por onde Charoxx possa escapar?

- Não, apenas aquele rochedo – respondeu Hargor em tom sombrio – para sair, ele teria que matar a todos nós primeiro.

- Ótimo! – disse Bulma repleta de confiança – isso significa que ele não vai fugir.

- Aquele rochedo não é real, não é Hargor? – perguntou Aramil olhando para o clérigo.

- Olhos perspicazes, elfo – respondeu o anão – há uma magia ocultando a entrada, mas como este é nosso território, nós anões podemos ver através dela.

- Existem pelo menos dez runas protegendo o lugar... – disse Aramil.

- Você pode desativá-las? – perguntou Astreya ao mago.

- É claro - respondeu Aramil com a arrogância de sempre – só preciso de alguns instantes. Mas antes...

Subitamente, o mago começou a se concentrar e fazer gestos rápidos e precisos com as mãos:

- Nobres espíritos elementais da água, ouçam meu chamado, e envolvam todos aqui presentes em vosso manto protetor.

Neste momento, todos sentiram como se uma tênue aura azulada envolvesse seus corpos.

- Isso nos protegerá contra o sopro de fogo do dragão, pelo menos no início – disse Aramil se voltando novamente para o rochedo.

- Ótimo – disse Hargor batendo sua arma no chão. Conforme o clérigo começou a orar, runas azuis brilharam em seu martelo de guerra, e uma aura prateada envolveu a todos.

- “Moradin, grande pai dos anões, invoco agora tua nobre benção para esta batalha. Que nossos espíritos e corpos recebam o vigor das montanhas, e que nossas armas golpeiem como o aço sagrado de tuas Forjas”

Enquanto a magia de Aramil protegera o grupo contra magias e sopros de fogo, a benção de Hargor tornara seus corpos e espíritos mais resistentes, além de consagrar as lanças matadoras de dragão com uma poderosa energia divina.

- Eu me encarrego de curar nossos ferimentos e renovar as proteções mágicas – disse Astreya tirando de sua pequena bolsa arcana um cajado branco e alguns pergaminhos.

- Certo – concordou Hargor tirando de dentro de sua armadura de batalha um pequeno amuleto em forma de martelo – Bulma, coloque isso em seu pescoço.

- Para quê? – respondeu Bulma olhando curiosa para o amuleto.

- Vai proteger você contra controle mental caso o dragão enfraqueça a proteção que Moradin nos deu – respondeu o clérigo.

- Guarde com você – disse Bulma devolvendo o amuleto – ainda não houve ser neste mundo capaz de dobrar minha força de vontade.

- Se este for o primeiro – disse Oyama com um olhar sério para a bárbara – ele vai jogar você contra o resto de nós...

- Não podemos correr este risco, Bulma – continuou Erol percebendo a relutância da bárbara – Se não colocar o amuleto, você não entrará conosco.

- Muito bem – respondeu Bulma após alguns tensos instantes, colocando o amuleto de Hargor - mas só porque isso foi abençoado pelos deuses da guerra. E outra coisa, elfo...

- O que foi? – respondeu Erol.

- Eu vou onde quero, e da próxima vez que você tentar me ameaçar, é bom estar com as espadas em punho – disse Bulma olhando fria e severamente para o ranger.

- Vou me lembrar disso – disse Erol se virando e caminhando na direção de Aramil.

Antes que Erol chegasse, Aramil estendeu as duas mãos na direção do grande rochedo e um vento forte partiu de seus dedos, e todos ouviram um grande estalo.

- Pronto... – disse Aramil exausto, secando gotas de suor de sua testa – todas as runas foram removidas.

- Chegou a hora! – gritou Oyama batendo uma mão contra a outra.

O grupo avançou em direção ao imponente rochedo. Hargor entrou primeiro e os demais, mesmo vendo uma intransponível barreira natural, fecharam os olhos e seguiram em frente. Ao passar pela entrada, todos se viram em um gigantesco corredor de rocha vulcânica, com filetes de lava correndo pelo chão e pelas paredes. O calor incomodava, mas não feria, graças à proteção conjurada por Aramil.

Conforme andavam, todos sentiam como se seus espíritos estivessem sendo esmagados por uma presença invisível, absurdamente antiga e poderosa. Astreya instintivamente pegou sua harpa e começou a entoar uma canção para encorajar seus companheiros, quando todos ouviram uma voz grave e maliciosa ecoando por todo o imenso corredor:

- Sejam bem vindos, nobres “heróis”. Tenho certeza que me trouxeram doces oferendas para compensar os servos orcs que vós e aqueles malditos anões matastes. Ficarei com vossa barda e estas ignóbeis lanças, além do resto de vossos pertences mágicos. Venham a mim, bravas almas, pois Charoxx, o Destruidor de Mundos, também vos dará um belo presente...

No instante seguinte, um pulso de energia percorreu ferozmente o amplo corredor, anulando todas as proteções mágicas dos nobres salvadores de Elgalor..

3 Blá blá blá!:

Paulo disse...

bom muito bom

RPG Forever disse...

Essas Crônicas são fantásticas.

Dragões do sol Negro disse...

Tbm acho ! gosto pra caramba delas

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