sexta-feira, 9 de julho de 2010

As Crônicas de Elgalor – Capítulo 4: Charoxx, o Dragão Abissal

Boa tarde pessoal, as nossas parcerias estão dando frutos confiram aqui a continuação do Conto/Crônica, enviada pelo nosso parceiro o Halls of Valhalla, se quiser saber mais sobre eles entre no blog deles clicando aqui.

Semana que vem tem mais As Crônicas de Elgalor.



 Charoxx, o Dragão Abissal


Um silêncio quase mortal se fez nas montanhas próximas ao grande reino de Darakar após o combate; Hargor e Oyama recolhiam todas as cabeças de guerreiros anões dos cintos dos orcs negros abatidos, enquanto Astreya usava suas magias de cura para terminar o serviço que a magia divina de Hargor começara pouco antes do término do combate. Aramil permanecia calado, com um semblante extremamente preocupado, Bulma se distanciara um pouco para procurar orcs fugitivos e Erol estudava silenciosamente o corpo de um dos orcs tombados.


- São mesmo orcs com sangue de demônios – disse Erol após alguns minutos de observação – e eles chegaram aqui viajando entre as sombras. Por isso não deixaram rastros.


- Isso explica como os malditos conseguiram emboscar e destruir um batalhão de dezenas de guerreiros treinados que patrulhavam este local – respondeu Hargor soturno, juntando todas as cabeças recolhidas dentro de um círculo feito com pó de prata, que o clérigo havia acabado de terminar.


- O que eu sei – disse Oyama esmagando uma pequena rocha com a mão – é que todos os desgraçados que fizeram isso vão pagar com sangue. Com muito sangue!

Astreya começou a cantar um réquiem bastante apreciado pelos anões durante as cerimônias fúnebres de seus amados guerreiros, e neste momento, todos pararam o que faziam e baixaram suas cabeças em respeito:

“Vão, bravos irmãos, pois Moradin abriu à vós as portas de seu Salão.


Vão, nobres filhos da guerra, pois a Forja do Pai de Todos os aguarda.


Vossos feitos serão sempre lembrados, vossa dignidade, jamais maculada.


Vão, grandes guerreiros, e que vossos espíritos estejam sempre conosco no campo de batalha, preenchendo nossos corações com toda vossa honra e coragem.”

- Que assim seja – disse Hargor erguendo seu martelo em direção ao céu – Podem descansar em paz, irmãos, pois vós fostes vingados, e estes chacais do abismo jamais tocarão vossas mulheres e crianças.

Hargor bateu violentamente seu martelo no chão e um enorme trovão rompeu dos céus, caindo sobre o círculo de pó de prata, instantaneamente cremando todas as cabeças ali contidas.

- Estão todos mortos mesmo – disse Bulma retornando, falando baixo em respeito ao guerreiros tombados – não há nenhum rastro de sangue, e isto eles não poderiam esconder.


- Não, não poderiam – respondeu Erol.


- Obrigado a todos – disse Hargor se levantando e pegando de seu cinto uma bolsa cinza de couro – agora, vamos tratar daquilo que viemos fazer aqui.


- Uma bolsa arcana – disse Aramil imediatamente reconhecendo as propriedades mágicas da pequena bolsa de Hargor.


- Sim, presente do rei Coran – respondeu o anão abrindo a bolsa e retirando dela três lanças machado de metal claro como prata, perfeitamente trabalhadas e com várias runas anãs nas lâminas.


- Estas são as famosas Dragonslayers de Darakar? – perguntou Erol com interesse.


- Sim – disse Oyama – Uma para você, outra para Bulma e a última para Hargor.


- E você vai tentar enfrentar o dragão só com os punhos, presumo? – disse Aramil balançando a cabeça fingindo tentar segurar o riso.


- Presumiu certo, grande mago – respondeu Oyama em tom de deboche – Algum problema com isso?


- Nenhum, nobre monge, contanto que não fique para mim a tarefa de tirar os seus restos da boca do dragão – respondeu Aramil com um riso cínico.


- O que vocês sabem sobre o dragão, Hargor? – perguntou Erol ao anão.


- Apenas seu nome e onde ele fez seu covil – respondeu o clérigo.


- E como ele se chama? – perguntou Aramil.


- Charoxx – respondeu Oyama.


- O nome dele não faz diferença! – gritou Bulma, impaciente com toda aquela discussão, que, a seu ver, não passava de mera perda de tempo.


- Faz sim – respondeu Astreya como se estive buscando no fundo de sua alma informações sobre aquele nome – Acho... acho que ouvi histórias sobre ele...


- O que você sabe? – interrompeu Oyama.


- Ele é um dragão vermelho demoníaco com quase 700 anos de vida, que havia deixado nosso mundo após uma grande guerra entre os dragões metálicos e os dragões cromáticos, cerca de 300 anos atrás – respondeu Astreya sem esconder o desânimo – ele é um conjurador ainda mais poderoso que Aramil, e é muito resistente a magias.


- Fraquezas? – perguntou Erol.


- Armas sagradas – respondeu Astreya – e magias de gelo que sejam capazes de sobrepujar sua resistência a efeitos mágicos.


- Me encarrego da segunda parte – respondeu Aramil olhando para o céu, com confiança absoluta.


- E eu da segunda – disse Hargor – Com a ajuda das lanças, vamos mandar este desgraçado de volta para o abismo.


- Você já tem tais magias preparadas, Aramil? – perguntou Astreya.


- É óbvio – respondeu Aramil em um tom distante, retirando seu belo grimório de capa dourada de um bolso mágico em seu manto – Só preciso de alguns minutos.

Então ande logo, mago – disse Bulma em um tom sombrio – porque eu estou ficando com fome e sede, e quero logo me saciar com um bom pedaço de carne de dragão e uma caneca cheia do sangue do maldito.

Oyama soltou uma forte gargalhada, enquanto Aramil virou o rosto, enojado.


- Vocês não elfos são realmente muito primitivos... – disse o mago para si mesmo, antes de se concentrar totalmente em seus estudos...

1 Blá blá blá!:

Ana disse...

Muito bom gostei, Parabéns.
Vou ler os outros.

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