quinta-feira, 17 de junho de 2010

Um Anjo entre Nós ou Inicio do fim 21

Um Anjo entre Nós ou Inicio do fim 21


Meu príncipe, hoje continuarei a falar sobre os acontecimentos, dentro das ruínas do mago Zuriabder.
Como eu já lhe contei anteriormente essas ruínas foram utilizadas pelas irmãs Dieoggendy e Nuwemaan, isso muito antes do vosso reino nascer.
E conforme eu já lhe disse, o maldito devorador de mentes já estava morto, e os prisioneiros libertos.
Mas Back sabia que não era uma liberdade definitiva, pois nem mesmo eles estavam livres para irem. A escuridão ainda era um problema, não enxergavam mais que alguns passos diante dos olhos.
Smirnof sabia que o grupo era agora muito grande, impossível de defender a todos, pois como Matusalém comentou: eles não sabiam ainda quais perigos enfrentariam.
Então, quando o que precisa ser feito deve ser feito, ninguém mais preparado que um paladino para o sacrifício. E assim Cantarzo, o paladino, ofereceu-se para ficar junto aos presos enquanto os outros iriam tentar achar uma saída.
A nobreza de alguns heróis só é testada em campo de batalha onde os covardes revelam-se e os corajosos destacam-se.
Smirnoff sorriu, olhou para Matusalém que entendeu e Void já sabia o que viria a seguir. Eles ficaram junto à Cantarzo e guardaram os prisioneiros, na escuridão total.
Amrod sentiu a morte percorrer seus ossos como um sopro do vendo que traz o frio do inverno. Não aquela que o levaria, pois a maldição o deixaria preso ali para sempre, um grande túmulo. Veria, contudo, seus amigos morrerem um a um. Sim, viveria para sempre! Preso sobre as ruínas. E isso ele não aceitaria, jamais.
Amrod sentiu a morte percorrer seus ossos como um sopro do vendo que traz o frio do inverno. Não aquela que o levaria, pois a maldição o deixaria preso ali para sempre, um grande túmulo. Veria, contudo, seus amigos morrerem um a um. Sim, viveria para sempre! Preso sobre as ruínas. E isso ele não aceitaria, jamais.
– Vocês fiquem aqui e nós acharemos uma saída dessa maldita casa do mago. Beck, George, Tripa, Argull e eu vamos continuar.
Back cumprimentou Smirnoff como os nórdicos fazem dizendo:
– Nós voltaremos – mais para acalmar a si mesmo que ao amigo.
– Espere, eu acho que posso ajudá-los! – disse um dos presos. Um homem de estatura baixa, magro de fome e com várias marcas em sua cabeça, feridas causadas pelo maldito devorador – deixe-me ir junto eu imploro, meu nome é Coperfildo e posso ser útil.
Ele parecia mesmo em frangalhos. Back fez algumas perguntas para conseguir informações. Como ele parecia ser o único prisioneiro com algum senso e Cantarzo não pressentira nada, aceitaram a ajuda de bom grado. Seguiram caminho e encontraram uma sala pequena, talvez um quarto, após atravessarem uma porta a pontapés dados por Tripa Seca.
Tinha aproximadamente 4 ou 5 passos de largura por 4 ou 5 de comprimento. Dentro uma prateleira estendia-se de parede a parede e sobre nela jaziam crânios dos mais variados tipos, guardados como troféus, prêmios macabros de uma mente demoníaca; Isso os assustou um pouco, mas algo grande lhes chamou a atenção. No lado oposto a sua posição estava uma caixa grande feita de metal.
A grande caixa foi aberta. Havia alguns objetos lá guardados como tesouros do maldito. Coperfildo sorriu. Suas coisas estavam ali, pegou seus itens. Alguns ele não reconheceu. Disse pertencerem a outra alma amaldiçoada, pois ele jamais usara armadura, ainda mais uma armadura feminina. Nem mesmo uma espada quase do seu tamanho, um escudo grande de metal e uma espada longa toda desenhada.
Era o tesouro que o maldito saqueou, talvez pertencesse a alguma dessas cabeças na parede, mesmo assim decidiram levar.
Voltaram todo o caminho, pois não havia saída por ele. Passaram pelos amigos que aguardavam o resgate. Disseram o que encontraram e o que existia ali e que retornariam pelas outras passagens até realmente encontrarem uma alternativa.
Pararam diante de uma porta feita de metal. Coperfieldo tocou a fechadura e foi surpreendido com uma corrente elétrica que percorreu o seu corpo, queimando a sua carne e causando grande dor.
Uma porta guardada magicamente, espantou-se George. Tripa Seca não hesitou e mais uma vez impôs a sua vontade a porta, utilizando as botas como chave. A porta veio abaixo. Tripa também recebeu a sensação do choque em seu corpo e de sua carne fritando.
A porta já não existia mais, mas a eletricidade mágica que guardava a passagem permaneceu no vão. Agora podiam ver os raios elétricos como uma mini tempestade de relâmpagos dançando de um lado para outro.
Beck dissipou a magia utilizando os poderes concedidos a ele pelo grande deus Fafnir e assim puderam continuar. O corredor era estreito, feito de pedra e à frente era possível identificar o cheiro de carne queimada e sangue seco. Aquele mesmo cheiro que percorre o campo de batalha após uma grande luta.
Caminharam até outra grande porta metálica. As trancas ficavam do lado de fora, três ou quatro a fortificavam.
– Essa porta foi feita para prender dentro alguma coisa e não nos deixar de fora! – Pronunciaram quase que em coro George e Back.
– Se esses malditos prenderam algo, devemos nós então soltá-lo – Disse Back, com muita calma.
E assim uma a uma as trancas foram abertas, Argull sentiu o seu sangue gelar após abrirem a porta.
Era uma sala de torturas, com braseiros, ganchos, correntes, chicotes e mesas de esticar corpos. Sobre uma das mesas, duas asas do tamanho de uma pessoa.
Argull aproximou-se das asas e sentiu pena da criatura da qual foram arrancadas. Conforme conferiu, não foram cortadas, foram arrancadas da ave.
Qual ave?
Nem mesmo George que conhece as criaturas da natureza pode identificar a quem pertenciam. Isso era praticamente impossível.
Então Amrod pediu silêncio, pois ouviu algo no fundo da sala.
Meu rei, sinto muito, mas, não serei capaz de descrever a cena agora com a devida grandeza ou magnitude que necessita.
Presa a uma corrente, a alguns metros do chão, estava a mais bela das criaturas, uma menina de não mais que 17 invernos de vida suspensa pelos braços. Os cabelos claros azulados quase brancos cobriam a face. O sangue vermelho escuro que escoria pelos vários cortes em seu corpo contrastava com sua pele clara, mesmo a posição em que se encontrava não escondia as suas belas formas que apenas as juventude pode dar a uma mulher.
Para eles ela estava morta, mas Amrod berrou para ajudá-lo, pois ela estava viva. Então eles correram e num esforço em conjunto retiraram o seu corpo desnudo da tortura que os grilhões empunham e seus pulsos.
Argull ao ver as costas desnudas dela, berrou:
– Pelos deuses, é uma Valquíria! Rápido salvem a vida dela, as asas pertencem a ela!
Back sabia o que era uma Valquiria e de fato se elas realmente existissem, ele acreditava que elas seriam assim.
Enquanto a colocavam em cima de uma mesa, para dar os devidos cuidados, Tripa segurou o seu colar com o símbolo do deus do trovão e começou a rezar baixo sem que ninguém percebesse para o deus ajudá-los.
Então o que poderia ser feito, Back fez, clamou todo o poder que lhe restava a Fafnir e, com George e Tripa segurando as asas dela no lugar, rogou a ele para que as restaurasse. Contudo, não percebeu o terrível assassino que se escondia em meio a um amontoado de correntes jogados a um canto. Nenhum deles percebeu.
E o demônio atacou utilizando as correntes que acertaram Back com força perfurando sua carne, cravando em sua pele e órgãos internos.
Era o que precisavam para liberar todo o seu ódio. Atacaram o demônio que não tinha corpo, apenas correntes. Tripa acertou o seu martelo fazendo a criatura dar um passo para trás. Então foi a vez de Silvéster, o tigre de George, junto com o fogo que saia das mãos de Argull, assim como Amrod com suas flechas.
Foi uma luta dura meu rei, Back teria morrido se George não tivesse ajudado. Juntos eles mandaram o demônio de volta para o lugar de onde jamais deveria ter saído.
Back recuperou as asas da Valquiria depois que se curou, e as armas encontradas no tesouro do maldito devorador eram em parte dela, que se apresentou como Alice, a serva dos céus. Ficando a par de seu enrosco, ela se dispôs a ajudá-los a saírem vivos desse local.
Retornaram todo o caminho; desceram pelas escadas e seguiram pela lateral. Foram parar em uma sala semelhante à da entrada onde encontraram a orbe. Essa foi colocada por Back em um altar disposto ali, mas a iluminação não mudou, apenas tornou-se branca.
Diante do altar estava uma gigantesca porta mágica. Coperfildo viu que do altar, feitos em pedra, se levantavam sete buracos como lentes. Eles iluminavam partes especificas da porta mágica. Amrod concertou uma das concavidades que percebeu estar quebrada.
O orbe projetava sete círculos sobre a porta através das lentes de pedra. Após pensarem muito tempo Amrod, o elfo, decidiu colocar o pingente que encontrou dentro das ruínas. Era um rubi em forma de gota, mas encaixava-se perfeitamente nas concavidades do altar. Ele testou uma a uma as possibilidades. Em uma delas a luz projetada se tornou vermelha e formou parte de um sinal, ou talvez uma runa.
– Argull, – disse Amrod – a ametista que você encontrou, passe para cá, vamos tentar com ela também.
E em uma das concavidades ela produziu uma luz amarelada na porta que iniciou algum evento mágico semelhante ao anterior. Tinham então duas runas, uma vermelha e outra de tom amarelo.
No fim ficou assim: na primeira concavidade estava o rubi, na terceira a Ametista e as demais estavam vazias. Era óbvio que faltavam mais jóias, essa era a resposta.
Mas antes que pudessem sair, Tripa seca gritou:
– Malditos! Vão embora, afastem-se! – e atacou George, dessa vez ele morreria definitivamente... Se eles não estivessem preparados. Não seriam pegos mais uma vez na mesma armadilha. Rapidamente Argull soltou uma magia que libertaria Tripa Seca de uma dominação mental.
Dessa vez, contudo, não era uma dominação como Back e Alice perceberam, era o espírito de uma das irmãs que haviam dominado aquele guerreiro. Espíritos! Back sabia como lidar e sem perder tempo, espantou o espírito libertando Tipa Seca e Alice soltou uma magia que protegeria o viking de ser dominado outra vez.
Então pegaram a orbe e as duas jóias mais uma vez e saíram procurando em outros lugares as jóias que faltavam.
Após percorrerem alguns corredores e entrarem por uma porta, o que se apresentou foi algo totalmente fora do contexto: uma sala limpa, sem as teias de aranha, a sujeira e o cheiro ruim das demais, apenas a idade parecia estar sobre este lugar, no centro uma grande mesa de jantar com seus candelabros se apresentavam a eles então...
Desculpe majestade não vi que era tão tarde assim, desculpe, deixarei vosso filho descansar então.
– Boa noite meu príncipe!
Esse texto foi revisado por um grande amigo meu o Roger Waters, bardo de Tarshan.
E revisado Tbm pelo Igor.

26 Blá blá blá!:

Roger Waters disse...

É sempre um prazer ajudar um velho amigo. Principalmente a ti, que considero meu grande mestre. Apesar de a vida lhe ter privado a visão ocular, é tão sábio que podes ver muito mais que muitos imbuidos de boa visão.

Velho banguela disse...

Eu não entendi o que ele falou.

Eder disse...

Essa foi muito massa. Invocação de Unicórnio foi da hora. E o tigre, mandou 50 de dano... tomou 49 na hora, mais uns 8 na hora de tirar as correntes. Mutcho loco...

Void o Necromancer disse...

Ahhhhhh eu ficarei sabendo que o nosso amigo viking se revoltou contra seus amigos novamente, saberei o motio, mas mesmo assim sera acusado de traição, e assim sendo a cabeca dele sera minha, essa moca, hummmm sera uma forma de me ajudar! e muito! tem muita coisa ainda! Traumaturgo Rulez!

Fildo disse...

Ahhh..faltou mencionar o "sustinho" que preguei naquele elfo arqueiro... como é mesmo o nemo dele?!? rs

Eder disse...

O que?!?!?! O necromancer intimando o seu algoz?!?! Olha!!! Eu sou mais o Juvenil, que poderá dizer: "Eu matei ele... duas vezes!" kkkkk

Pimpãozinho O Cruel disse...

O melhor foi o adonis falando fino ! hahahahaha

Eder disse...

Rapaz, tinha até esquecido dessa parte. Adonis, o Fala Fino! kkkkkkk

Adonis disse...

O foda foi: "Vc´s vão me dar as minhas roupas ou vão ficar ae olhando seus fdp?"

Ou então: "Tá olhando o q poha? Nunca viu não?"

Qual é a classe dessa poha?: "É... (pausa pra pensar antes de responder) Com carisma 23 vc acha q eu sou oq? BARBARO?"

Szigdrifa (Alice) olhando com desdém para Void disse...

Se dependesse de minha vontade teria arrancado suas víceras para servirem de petisco aos corvos no momento em que os nobres vickings e seus valorosos companheiros me libertaram de meus grilhões, pois eu vejo o quê sois vós criatura sombria, não com olhos humanos, eu vejo a cor de sua alma, eu sinto o fétido odor dos teus pensamentos...

Tens sorte de Odin ter ordenado que eu não interfira no julgamento de quem merece viver ou morrer...

Mas lembre-se que minha tarefa ainda é levar o mal à julgamento!

Tyler Durden disse...

Será que esse texto, aparentemente contínuo, pode ser considerado um conto, alguma forma profissional de literatura? Ou seria simplismente amadora - o que não tira seu crédito?

Dragões do sol Negro disse...

Seja bem vindo Tyler e obrigado pela primeira postagem.
Essa é realmente uma boa pergunta.
Mas tenho outras o que define um conto profissional?
E um conto amador?
Pelo que eu acho os contos aqui postados são contos profissionais, feito por amadores.
Mas como amador é meio pejorativo eu diria não profissional, visto que muitos aqui não são escritores.
Apenas tem boas histórias pra contar.
Já o Blog em sim é amador, somos apenas jogadores, amigos, conhecidos e nem tão conhecidos.

Resumindo tudo oque eu disse acima, são ótimas histórias feita por não escritores, mas que talvez algum dia se tornem escritores ai seus contos serão profissionais.
No momento são apenas boas histórias e o que importa é se você realmente gostou ou não.
Abraços.

Adonis disse...

É claro que os textos são profissionais... Todos nós fazemos alguma coisa pra viver, a diferença é que em nenhum dos nossos casos essa coisa é escrever!

E os textos são feitos com prazer, por hoby... É como sentar com os amigos ao redor de uma fogueira numa noite fria... E contar histórias uns aos outros.

Tem coisa melhor? rsss....

Abraços aos meus amigos e a nossos leitores!

Ederson disse...

Fino e Adonis, mandaram muito bem. É muito bacana fazer parte desse grupo, produzindo, comentando, zoando, acrescentando, sugerindo. Até surgem críticas, mas no geral só novas ideias. Mó prazer fazer parte desse grupo.

Dragões do sol Negro disse...

O Prazer é todo nosso, ou melhor com Prazer é mais caro. hauahuahauh

Eu que agradeço vcs pessoal todos vcs que passam aqui de vez enquando, os que estão direto, os amigos, os que contribuem, os que não, em fim, vocês que fazem do nosso blog o NOSSO BLOG!

Matheus disse...

Hummmm... é agora que todos se abraçam?

Mnar, o Urso disse...

Tinha que aparece um elfo no meio.

Matheus disse...

Putz.... elfice é fods... acho que tô passando muito tempo com o Sandro!

Amrod disse...

Oi, Cheguei! Estavam me procurando?

Hummmm disse...

Boiola!!!

tripa seca disse...

pode der serteza que vou estar preparado contra void...

Só pra cutucar seu sphinkter disse...

Chega de preconceitos contra o Sandro gente, ele é elfo mas é meu amigo.

Pra mim, vcs criarem personagem machão, fortão, bombadão, saradão, suadão e ainda BUNDA MOLE é que é bichisse!

Silvio disse...

Arregou!

Mnar disse...

Opa pera ai o seu elfo desvairado, machão sou eu!
Fortão to aqui!
Bombadão me again!
Saradão eu di novo!
Suadão !?!
Bunda mole, elfos em geral!
Bichisse Elfos e frutas em geral!

Não gostou!? Então corre!

Moyetto disse...

Huuuuuuuuuuuuuuummmmmmmm!

Esse Mnar camúfla!!!
Morde fronha de travesseiro.
Arranha parede de azulejo.
Aperta mandioca pra ver se sai caldo.
Patina na ponta dos pés.
É fornecedor de suco pra ursinhos gamy.
Compra gelol em versão pomada hipoglós.
Morde fruta mas prefere um legume!

Enfim... Pra disfarçar tanto pode crer q tá devendo o biscoito na praça!

Dragões do sol Negro disse...

Um cara chamado Moyeto só pode ser Elfo essa porra!

MAS Gostei eu tenho já um fãn!
Mas o Moyetto tem vários, elfos fans dele.
ass: Mnar, o Urso. O Original da caixinha surpresa.

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