sexta-feira, 25 de junho de 2010

Gemeas de Aço - Continue a história.


Carga extra.

Ser um filho bastardo não é um fardo fácil de carregar, principalmente quando sua mãe é uma camponesa que não sabe ler e despreza sua existência. Ter de roubar comida no mercado para aliviar a fome e as vertigens por ela garantidas não é lá muito confortável (nas primeiras vezes menos ainda). Dormir encolhido em um canto frio da casa onde os vãos da madeira são mais largos que as próprias ripas, junto com os cães, sobre chão batido e sequer poder espirrar ou tossir para não acordar os seus “queridos irmãos”, que sempre lhe espancam, pelo menor dos motivos, ou até mesmo sem um, também não é nada satisfatório. Vale lembrar que você morou na cidade mais violenta de toda a costa leste do continente: Valadar. Este é o antro de corrupção e depravação, onde o povo tem medo de viver, medo de morrer, medo de ter tanto medo e ser tratado como medroso, acabando por praticar a violência irracional como forma de defesa. A qualquer momento algum homem da guarda pode estar estuprando virgens e extorquindo comerciantes; monarcas compram escravos com o dinheiro dos impostos e depois os matam em guerras pessoais contra outros monarcas do mesmo distrito, sim, estamos falando de uma espécie de guerra civil; As tavernas são lotadas por piratas arruaceiros, que antes de voltarem à alto mar, fazem questão de quebrar tudo o que puderem, inclusive as pessoas.

Desde sua infância você acompanha esse cenário e teve de se adaptar a ele; até que com seus quinze anos, você e Ídaco, um grande parceiro de sobrevivência nas ruas de Valadar, resolvem saquear uma pequena caravana de cinco comerciantes vindos do noroeste, indo para o sul. O plano era péssimo: Ídaco possuía um arco curto feito de bambú e você uma faca serrilhada de cortar legumes; ele ficaria no topo de uma pedra na beira da estrada e você com uma mascara improvisada em couro, ameaçaria os viajantes até que eles entregassem todas as suas riquezas.

Curiosamente, o plano não foi funcional.

Os comerciantes não tiveram dificuldade para rendê-los, e enquanto o faziam, riam-se do que acabara de acontecer.

- Eles podem trabalhar na construção do novo templo. Edgar, o que acha? – disse o viajante, dirigindo-se para seu companheiro.

- O que podem fazer dois ladrõezinhos franzinos na construção de um magnífico templo? Vamos deixá-los – respondeu o segundo, com a face ruborizada pela audácia vivenciada.

- Esses garotos só precisam de boas lições, então se tornarão homens adequados! – insistiu o primeiro.

- Não Pavus, não vou ceder sequer uma migalha de pão a esses meliantezinhos... Também não quero ser degolado enquanto estiver dormindo, entendeu bem?

O restante dos viajantes havia descido de suas carroças para esticar as pernas e rever a trajetória – era apenas a segunda vez que viajavam por aquelas estradas – e então se juntaram aos outros dois para interarem-se com o que aconteceria.

- Eu quero servos Edgar! Sinto que devam ser estes. Preciso passar meus conhecimentos à mentes frescas e incompreendidas – então pausou a fala e encarou os olhos de Edgar – também já estou velho demais para estas viagens longas, não negue o pedido de um amigo.

Enquanto isso, você e Ídaco procuram uma forma de esgueirarem-se para a carroça-guia; os viajantes parecem estar bem ocupados discutindo e não tiveram tempo de amarrá-los ou algo parecido. Como gatunos vocês deram a volta na maior das carroças, pretendendo usá-la na fuga; quando chegaram ao degrau de embarque, depararam-se com uma garota ruiva, de belos traços e grandes olhos azuis. Ela não gritou, nem ficou surpresa, mas acabou por estragar seus planos com um simples menear de cabeça, apontando aos viajantes, as intenções de vocês. Os outros vieram no encalço para apanhá-los e mais uma vez não tiveram dificuldade alguma.

- Está vendo isso Pavus? É inaceitável. Se quiser levá-los, que seja dentro de um baú de ferro – enfezou-se Edgar, ao sentir a motivação de vocês.

- Tudo bem Edgar, vamos esvaziar o baú das estatuetas e blocos de metal, e os colocamos lá, com a tampa entreaberta.

Você e seu amigo eram muito fracos e não conseguiram se opor à força dos homens que lhes colocaram dentro de um baú de ferro escurecido pelo tempo, enferrujado. A fresta que deixaram de respiro, mal revelava o que acontecia lá fora; Então, entediantes horas de solavancos foram se repetindo ao longo da semana, vocês comiam duas vezes por dia e tinham direito a fazerem suas necessidades uma vez antes de anoitecer. No terceiro dia, a garota passou a olhar curiosamente para vocês, especialmente para você, pois Ídaco revelava-se em grande revolta, aos berros e xingos. Sempre que podia, ela secretamente empurrava porções extra de ração de viagem baú à dentro; Este era grande e comportava você e seu amigo, encolhidos, contudo, suas pernas estavam atrofiando, mesmo com curtos movimentos que você fazia em vão, numa tentativa de sanar os formigamentos por todo o corpo.

No sexto dia ela resolveu conversar, enquanto todos estavam à dormir, inclusive o vigia do turno.

- Me chamam de Nara, qual o seu nome garoto?


Qual é o seu nome?

Carean ( )

Ulrich ( )

Balten ( )

Fergus ( )

*cuspir pela fresta do baú* ( )

Como os antigos "livros jogos", Igor escreve pra gente.
A sua participação é importantissima!
Agora você decide o rumo da história escolha uma das respostas comente e a mais votada será a continuação da história.

11 Blá blá blá!:

Matheus disse...

*cuspir pela fresta do baú*

taf39 disse...

Fergus, o comeco da historia eh um pouco deprimente demais! mas o restante eh muito bom!

Matheus disse...

Um POUCO deprimente DEMAIS???

Tá né?!?

Sou mais Balten disse...

Balten e me traga um lenço!

Odin disse...

Balten. Para onde nós estamos indo?

Dragões do sol Negro disse...

Comentário excluido por usar expressão pejorativa racial!
escarrada: 1
Fergus:1
Balten: 2

??? disse...

Fergus ou cuspir.

Astreya disse...

Carean. O que faz com eles?

Igor disse...

"???" escolha apenas uma das alternativas.

Eder disse...

Ok, Fergus.

Igor disse...

preciso de apenas um voto de desempate aqui. a segunda parte ta pronta

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