quinta-feira, 13 de maio de 2010

George, o druida

George, o druida


Um ex-guerreiro, Ghinter, que abandonou a vida de batalhas e passou a viver na simplicidade. Tornou-se fazendeiro e era muito feliz com sua amada esposa, Eloha, uma escrava de guerra, filha de um chefe de clã que o seduziu com sua graça e beleza.



...até a perda de duas crianças que nasceram mortas em dias de muita neblina e com agitação de todos os animais da fazenda...


Alguns pequenos fatos são parte da história desse casal que certamente são insignificantes para eles, mas de importância magnânima para o druida Ace. Ele passou a sondar aquela fazenda e sabe de cada fato acontecido, dos mais corriqueiros como o nascimento de uma ninhada de porcos, até a perda de duas crianças que nasceram mortas em dias de muita neblina e com agitação de todos os animais da fazenda. Os companheiros do druida mantiveram o controle, mas ele pode sentir em seus amigos um terror que os abalava.

Foram anos de espera. Ace fez muitas orações durante aquele período, pedindo luz e proteção à grande mãe da natureza. Ele havia recebido uma visão. Agora aguardava o momento de sua realização. Sentia que estava próximo. Era preciso esperar.

A camponesa estava mais uma vez grávida. O nascimento estava para acontecer e o casal estava muito apreensivo e temeroso. Os dois traumas anteriores os deixavam inseguros.

Eloha se apegava a sua crença na Senhora da Floresta. Seu clã era muito devotado a ela graças a intervenção de um círculo de druidas que vivia nas redondezas. Um especificamente aparecia de tempos em tempos em sua aldeia fazia visitas a sua família. Ela tinha poucas lembranças desse druida, mas percebera que ele sempre aparecia em uma data de seu aniversário. O que ela não sabia, era que eram anos múltiplos de sete, ou seja, aos sete, catorze, vinte e um. Após esta última ela fora raptada durante um ataque e agora estava para completar vinte e oito. Eloha estava grávida há mais de oito meses e prestes a ter seu filho. Estava assustada, ainda ela fazia suas preces a Senhora da Floresta.

Ghinter, contudo, não era afeito a crenças e estava com mais temor, pois não tinha esperança a que se apegar. Estava por conta da sorte e da saúde de sua esposa. Também bebia muito e frequentava a taverna local a cada dois ou três dias. Tinha sido um guerreiro bastante medíocre, sobreviveu apenas por seu tamanho e força, ou talvez por obra do destino. Tinha duas grandes cicatrizes, uma nas costas e outra no ombro esquerdo. Marcas de garras de urso. Costumava caçar e fora atacado por um urso negro que o derrubou e o deixou desmaiado. Ele acordou ensanguentado, mas com suas feridas estancadas e em condições de voltar para casa. Dois dias depois perdera seu segundo filho.

Mal sabia ele que um druida o havia atacado e salvado em um mesmo ato. Por ódio de sua covardia na matança de animais o derrubou, por acreditar na importância daquele homem para sua esperança o curou.

Agora Ace sabia: o dia estava próximo.


Ghinter tivesse ficado apreensivo com aquela presença estranha, principalmente porque aquele homem fedia a cachorro molhado


No aniversário de Eloha, mais uma vez ele fez uma visita. E foi para espanto e grande felicidade dela, pois acreditava ser um bom presságio para seu fruto prestes a nascer. Banquetearam, o druida contou algumas lendas e fez algumas preces sobre as colheitas que se multiplicaram naquele ano. O casal agradeceu, embora Ghinter tivesse ficado apreensivo com aquela presença estranha, principalmente porque aquele homem fedia a cachorro molhado. No dia seguinte, Ace havia desaparecido da mesma forma que chegara.

Sete dias após o aniversário de Eloha a criança irrompeu para o mundo. Um menino e o nomearam George. Saudável e forte. Os pais ficaram muito felizes. O pai bêbado vomitava até as tripas de tanto rir e gritar. A mãe, assim que recobrou a consciência, agradeceu à Grande Mãe e ofereceu lhe seu filho. Mal sabia ela que essa oferenda já era esperada e seria cobrada com todo rigor. Naquele dia não ouve maus presságios, nada de animais incomodados ou de tempo sisudo. Tudo parecia tranquilo.

Ace fez sua prece de agradecimento e acompanhou a criança crescer. Ao completar sete meses ele cumpriu o que era esperado: convocou as forças da natureza, cobriu aquela fazenda com uma neblina e, durante a noite, espreitou a casa como uma serpente. Com os pais em sono profundo, tomou sua forma humana e levou o menino. Ghinter ficou ensandecido ao acordar. Eloha se entristeceu profundamente em seu coração de mãe, mas sua fé a apaziguou, sabia que a Senhora da Floresta havia buscado sua oferenda.

George foi entregue às sacerdotisas da Grande Senhora da Floresta. Elas o criaram e educaram na arte e sabedoria druídica. Conhecimentos seculares foram transmitidos. Até completar um ano foi ainda amamentado por uma loba. Em sua adolescência ficou amigo de Vandame, um filhote da sua ama de leite e que se tornou seu primeiro companheiro. Ace continuava seu caminho e aparecia na comunidade apenas de tempos em tempos. Era uma presença de enigmática para George.

Quando chegou o momento de seu rito de passagem que ele fez com a valia esperada, Ace começou seus ensinamentos mágicos, fez com que aprendesse diversos feitiços e lhe apresentou diversas formas de animais e plantas para que pudesse se harmonizar e lutar com eles. A cada instante tornava George consciente de sua esperança, de sua visão sobre o futuro e sobre a Senhora da Floresta. O druida deixou claro que cabia a ele usar o conhecimento que buscou durante toda sua vida para restabelecer o domínio da Deusa sobre a Terra.

— A Senhora da Floresta, George, foi desprezada pelos homens. Agora eles procuram destruir as florestas para construir seus domínios. Fazem guerras entre eles e caçam os filhos da Grande Mãe. Ela me anunciou o tempo de sua chegada e mostrou-me seu destino. Encontrar e aprender com as criaturas mais poderosas da natureza para usar seu poder e suplantar o domínio humano. A natureza será respeitada mais uma vez.

— Mas senhor, jamais terei seu poder. Posso estar a seu serviço nessa luta e quando tiver encontrado tais criaturas estarei lá para aprender também.

— Você é mesmo um fedelho que não merece a confiança que deposito em você. Viajei durante mais de cinquenta anos para conhecer todo tipo de criatura da Grande Mãe e você quer que eu complete o serviço. Estou transmitindo esse conhecimento para que você o termine, é sua responsabilidade. Encontre e aprenda com os Dragões, torne-os aliados da Deusa e seu poder será restabelecido. Eles também foram traídos e caçados pelos humanos. Não tem nada a perder e serão seus aliados.

Eh! Ace era um pouco intempestivo. Aliás, como a maioria dos druidas. Mas George entendeu. E agora segue sua busca. Traz seus companheiros consigo e sabe usar o auxílio e a força da Senhora da Floresta. Atualmente está seguindo as pistas de um ovo de dragão. Já passou por um antigo templo draconiano onde falou com um gigante e obteve algumas informações. Com a ajuda dos seres da natureza sente que está próximo de seu objetivo.



Características físicas: Tem várias tatuagens pelo corpo e anda com seu corpo pouco coberto. Carrega uma bolsa com diversos apetrechos e onde tem sua capa de viagem, mas usa apenas em tempos de frio. No peito tem uma tatuagem tríplice: três cabeças, uma de tigre ao centro, uma de rinoceronte à direita de perfil e do outro lado uma de unicórnio. No ombro direito tem a cabeça de um lobo. No ombro esquerdo uma serpente. Na testa uma cabeça de águia. A partir dos pés crescem cipós que serpenteiam até pouco acima dos joelhos.



 
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Assalto ao mensageiro...


O soldado havia avistado uma criatura, um macaco ou gorila, não pode definir bem do ângulo em que estava. Ela deixara um homem ferido ao pé de uma árvore e desaparecera floresta a dentro.

— Ei, veja, embaixo daquela árvore!

O soldado havia avistado uma criatura, um macaco ou gorila, não pode definir bem do ângulo em que estava. Ela deixara um homem ferido ao pé de uma árvore e desaparecera floresta a dentro.

— Vocês dois aí, — bradou o homem no comando daquele turno — tragam aquele homem para dentro.

Ele estava acordando e se recordava de algumas imagens vagas. Não conseguiu reconhecer o lugar onde estava. Havia uma mulher junto à sua cama, ela estava fazendo alguma coisa que ele não identificou de imediato. Tentou se levantar, mas sentiu dores pelo corpo e permaneceu deitado.

— Ah, você acordou! Como está se sentindo?

— Acordei bem, mas agora sinto dores. Não devia ter tentado me levantar.

— É natural cansar de ficar deitado, dois dias dormindo então...

— Dois dias!!! Você disse dois dias? — Ele estava realmente assustado.

— Sim, você chegou aqui muito mal. Os guardas das muralhas disseram que você foi trazido por um animal.

— Eu devia estar em Porthy neste momento, um negociante encomendou meus serviços. Deveria entregar algo a outro comerciante de lá.

— Quanto a isso, fique parcialmente tranquilo, você está em Porthy. Mas quando o trouxeram para cá não havia nada com você.

— E você disse que fui trazido por um animal... — faz um esforço para resgatar alguma memória — Lembro-me apenas de ter sido atacado por bandidos, estavam com clavas de madeira e me bateram muito. Antes de apagar me recordo de ter ouvido o rugido de um tigre ou algo assim, mas... — não diz mais nada e fica absorto em suas vagas lembranças.

Tendo se recuperado um pouco mais, já em condições de caminhas por si mesmo, foi até a casa do comerciante estaria esperando por sua encomenda.

— Ah, é você! Fico grato pela encomenda. No entanto, você sabia o quão importante ela era e foi contratado para trazê-la pessoalmente. Contratarei outro na próxima vez que cometer esse ato de desleixo.

— Como assim, o senhor recebeu a encomenda?! Quero dizer, o senhor não recebeu a encomenda direitinho? Faltou alguma coisa ou havia qualquer problema com ela?

— Não! Tudo estava em ordem, mas são questões de um senhor importante aqui em Porthy, por isso pedimos sigilo e fizesse o serviço pessoalmente. Aí você me envia através daquele sujeito estranho.

— Estranho? Por que pensa assim?

— Se você pensa ser normal um sujeito com todas aquelas marcas no corpo e que anda com um lobo para cima e para baixo!?

— Ah, sim, por isso. Na verdade não havia reparado que tinha tantas marcas. São muitas mesmo?

— Será que estamos falando da mesma pessoa? O sujeito chegou aqui com o corpo coberto por uma tanguinha miserável e cheio de tatuagens e você quer saber se eram muitas? O peito dele carregava a cabeça de um tigre, de um rinoceronte e de um unicórnio. Nos ombros havia um urso e uma serpente. As pernas dele eram entrelaçadas por cipós, como se eles existissem de fato e brotassem do chão. Qual é a desse sujeito?

— Ele gosta mesmo da natureza! — Atônito e sem saber o que pensar começou a virar-se para ir embora.


— Só mais uma coisa. Sobre o pagamento, o homem já o pegou, trocou aqui por alguns recursos de meu estoque, basicamente incrementos como tintas e raízes secas que se usam para chás curativos.

— Ah, tudo bem. Estamos acertados então.

5 Blá blá blá!:

Igor disse...

george, o rei da floresta, tinha que ter aprendido algo com Ace ventura, claro... como não mostram isso nos filmes? uhaeuaeha

Dragões do sol Negro disse...

hauahuahauahua

Eder disse...

Urra! George já tem versão ilustrada. Vamos ver se faz jus na hora do pega pra capar, hasuhasuhas
Ow! Só pra registrar: CURTI PRA CARAI A ILUSTRAÇÃO. Vlw, Finão.

Dragões do sol Negro disse...

Ah que bom não sei se era bem isso que vc tinha memente mas...

Igor disse...

ficou mto bom o desenho
curti tbm

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