terça-feira, 18 de maio de 2010

Fogueira X



Pessoal a muito tempo eu escrevi em um forum e o pessoal ajudava continuando a história e aqui esta o texto desse pessoal. (caso vc encontre o seu texto aqui e não deseje que ele permaneça aqui é só disser e eu retiro, pois não tem como eu achar os escritores uma vez que eles usaram nick names no forum.)

Nitro

Da floresta que se ergueu escura em torno da fogueira, surgiu um guerreiro montado em um cavalo negro. As labaredas da fogueira refletiam na sua exótica armadura, uma complicada mistura de faixas e tiras de couro negra com placas de metal, que pareciam estar encravadas em seu próprio corpo. O guerreiro usava um estranho elmo negro, repleto de orifícios e que cobria toda a sua cabeça. Seus ombros estavam cobertos com uma pesada capa negra de couro com pedaços de metal e à medida que ele se aproximava, podia se perceber o balançar da enorme espada de dois metros que ele carregava nas costas. A espada possuía um desenho muito estranho, além de ser curvada nas pontas e ter uma fileiras de lâminas como dentes em um dos seus lados. Ela também tinha uma empunhadura com caveiras e demônios esculpidas, em um estilo bizarro e tenebroso. E as partes de sua pele que apareciam, eram de uma cor pálida e esbranquiçada. Como a cor da pele de cadáveres.
Alguns dos guerreiros da fogueira se levantaram em sobressalto, mas o guerreiro continuava cavalgando lentamente até o local onde estavam os demais cavalos dos outros viajantes.
Ele desceu de seu corcel negro e amarrou as rédeas na árvore onde estavam os demais cavalos. Perto dos outros animais, o cavalo do guerreiro recém-chegado parecia diferente. Possuía cicatrizes impossíveis de serem curadas, alguns ossos à mostra e a falta de partes da carne de sua face. O cavalo do recém-chegado parecia estar morto!
O guerreiro cochichou algo para o seu cavalo-zumbi, e depois de o acariciar, se virou em direção à fogueira. Alguns aventureiros se afastaram dele no momento em que o guerreiro escolheu um local para se sentar. Ele sorriu por detrás do estranho elmo e disse:
__Não precisam ter medo de mim, camarada. Estou meio perdido por essas bandas e preciso de ajuda de pessoas que conheçam essa região.
Os demais aventureiros ficaram em silêncio hora olhando para o estranho guerreiro, hora fitando o seu cavalo-zumbi. O guerreiro olhou para os aventureiros e para o seu cavalo e sorriu novamente:
__Espinhal é muito bem comportado. Ele não irá comer os seus cavalos, senhores. Ele é um cavalo-carniçal muito bem treinado. Bem, quanto a mim, eu também não preciso de comida. Meu nome é Sir Deiphobus, Cavaleiro Matadeus de Necropia. Eu estava atrás de alguns Caçadores de Escravos sem licença quando acabei parando no mundo de vocês. Como o Portal de Kether para o meu mundo levará um bom tempo para reaparecer, vi a fogueira de vocês e resolvi passar o tempo aqui. Escutei algumas histórias enquanto estava chegando e elas me pareceram muito interessantes. Por favor, não se incomodem.
Sir Deiphobus tirou o elmo e reveloum um rosto pálido e forte, como se fosse talhado na madeira com golpes de machado. Ele possuía olhos negros com pupilas brancas, marcados com duas enormes cicatrizes horizontais que desciam como lágrimas até o seu pescoço. Percebendo os olhares dos demais guerreiros, Sir Deiphobus sorriu e disse:
__Caso algum de vocês queiram, eu posso contar de onde arranjei essas cicatrizes. Mas não quero incomodar. Tenho certeza que as histórias de vocês são muito mais interessantes...

Sir Deiphobus olhou para o anão que tinha acabado de se “aliviar” mesmo dormindo e riu. Ele se virou para os outros aventureiros e disse:
__Engraçado, isso me faz lembrar de um anão que conheci em Ghimel, uma das nações mais guerreiras de meu mundo. Seu nome era Faruk, e era natural de um outro mundo, Toril-sei-lá-oquê, tendo parado em Ereth por causa de uma rixa contra um velho mago necromante. Bem, o negócio era que Faruk tinha ódio de magos e certa vez contratou os meus serviços como Caçador de Demônios para ajuda-lo em uma missão contra um bruxo que estava aterrorizando uma pequena vila do norte de Ghimel. Apesar de não gostar muito de trabalhar com vivos, lá fui eu atrás de uma bela sacola de ouro, prometida pelo prefeito da vila depois da morte do bruxo.
Sir Deiphobus deu uma pausa e continuou:
__Eu sei é que depois de entrarmos na torre do bruxo, lutarmos sem parar contra um monte de aberrações e monstros criados pelo cara, finalmente encontramos o bastardo em seu laboratório secreto. Porém, ele tinha ao seu lado um enorme golem de metal, que pegou o Faruk pelo pescoço e o levou para o lado do mago, tentando me intimidar com o refém. O bruxo estava sentado em uma espécie de trono profano, com dois enormes pilares de fogo mágico nos lados, iluminando o ambiente. O bruxo parecia um capeta em seu trono infernal.
__Largue sua espada, Cavaleiro Matadeus ou eu mato o seu amigo__ disse o bruxo enquanto o rosto de Faruk ia ficando cada vez mais azulado. Eu não queria que o baixinho morresse, principalmente porque ia perder a recompensa do prefeito da vila (o cara só negociava com anões, era uma loucura da cabeça dele). Nesse momento eu tive uma idéia. Gritei:
__Faruk! Solte trovoadas!
"Faruk, agora já quase roxo escuro, olhou para mim confuso por alguns segundos. Porém, o esperto anão rapidamente descobriu o que eu estava pensando. Mexendo um pouco a parte inferior do seu corpo, ele mirou seu traseiro em direção ao pilar de fogo mágico que se erguia ao lado do bruxo sentado. O bruxo disse para o golem:
__Mate o anão! Eles estão planejando alguma coi...

PUUUUUUUMMM!
O anão liberou uma quantidade enorme de gases intestinais, uma característica racial extremamente forte entre o seu povo, em direção ao rosto do bruxo. Os gases pegaram fogo nas labaredas mágicas e acabaram queimando todo o rosto do mago. Eu não tive dúvida. Parti para cima do golem de metal e detonei o seu tronco. Antes que o bruxo protestasse, Faruk cortou a sua cabeça com seu machado de guerra. E essa foi a única vez que um peido salvou uma das minhas aventuras!”
Enquanto alguns aventureiros riam de seu antigo parceiro Taruk, Sir Deiphobus recordava de seu amigo. Era uma pena, pensava, que os vivos fossem tão frágeis. E lembrando-se de seu amigo, Sir Deiphobus olhava para um novo aventureiro que começava a contar a sua história.



Mande a sua história para casadosdragoes@gmail.com estamos aguardando ansiosos. A no maximo uma ou duas paginas A4 fonte 10.


0 Blá blá blá!:

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