segunda-feira, 10 de maio de 2010

Brabon Parco part II

Brabon Parco

Breves imagens permeiam a mente do orc, barulhos de correntes e dor são suas primeiras impressões do escuro caminho que segue em direção ao reino dos mortos.

Desperta, não está no campo de batalha divino, procura por Grumsh, mas apenas detestáveis humanos se encontram à sua vista, acorrentado e desarmado percebe que está em um grande navio, não entende uma palavra que as criaturas falam, percebe o interesse de alguns humanos a sua volta, discutem e trocam moedas, vez em quando um bate com um bastão em seu peito, provocando a ira instantânea do orc que avança, sendo logo travado pelas correntes.

A conversa cessa, um homem quase do tamanho de um orc se aproxima.

- Orc, você agora pertence ao senhor Icassius, qualquer insubordinação e eu mesmo arranco sua cabeça.

Um humano que fala sua língua e aparenta conhecer bem as batalhas, sua cabeça deve valer uma boa tatuagem, pensa Brabon.

- Eu pertenço a guerra, vou aonde Grumsh me leva, e assim que me soltar dessas corrente prometo esmagar a cabeça de seu senhor, cão.

O humano sorri: - Você deve servir.

...Brabon adormece, sonha com a forma como esmagará a cabeça do pretensioso humano...

Segue-se uma ordem, é servido um prato de lavagem, o orc se alimenta vorazmente, a noite cai, Brabon adormece, sonha com a forma como esmagará a cabeça do pretensioso humano.

Ao acordar estranha ainda ser noite, seu corpo está envolto por curativos, se encontra agora em uma cela, ainda está em um navio, conclui com o balanço do mar e o som das ondas que se trata de outro navio, menor que o primeiro.

- O que um orc espera da vida? Há maior desonra para um Orc que ser prisioneiro de um e ganancioso humano que nunca pegou em armas, apenas comprou sua pele por um punhado de moedas? Será que remar sob chicotadas é seu destino? As palavras são sussurradas de um canto da sala.

Brabon emudece, mesmo um orc reconhece palavras de traição.

- Posso garantir sua liberdade se me ajudar a tomar o controle do navio, o que me diz?

Brabon sem hesitar: - Traga minha arma e garanto seu navio.

-Amanhã a noite, descanse e esteja preparado.

Logo no desjejum é servida uma boa refeição, seus ferimentos estão melhorando, a ansiedade perante o motim que se aproxima aguça sua sede de batalha, espera.

Ao anoitecer, uma esguia figura vem até sua cela acompanhada do grande humano que fala sua língua:

- Chegou a hora, prove seu valor com esse martelo e será recompensado meu caro Orc.

O pequeno humano parece assustado, sussurra algumas palavras e tremendo liberta Brabon.

O grande humano se apresenta. – Eu me chamo Riot e se os deuses dos mares quiserem amanhã estaremos saqueando os mares sob o comando desse navio.

Brabon rosna, segura seu martelo com firmeza. – Estou pronto, vamos acabar logo com isso.

O grupo é pequeno, apenas 11 pessoas, eles parecem ter um plano elaborado e se dividem, em silencio, três humanos seguem para as cabines onde dormem alguns homens, o Orc segue com o grupo de frente em direção ao convés, os marujos não estão em seus postos habituais, Riot estranha a situação: -Está muito quieto, isso não é bom.

Do alto da plataforma, da varanda da sala de comando do navio, Icarius observa , dizendo palavras incompreensíveis para o Orc faz um aceno, o convés se enche de marujos com armas em punho.

Riot, surpreso, esbraveja contra o Comandante:

- Fomos traídos, roguem aos seus deuses e lutem como nunca.

...Brabon observa ao redor e não vê arcos ou bestas: - Grumsh já atendeu minhas preces, matarei muitos cães antes de cair...

Brabon observa ao redor e não vê arcos ou bestas: - Grumsh já atendeu minhas preces, matarei muitos cães antes de cair.

Um urro selvagem ecoa pelo convéns, o orc se lança no centro do grupo de marujos em sua frente, antes do primeiro golpe atingir Brabon dois marujos já estão no chão, Riot e os outros inflados de moral seguem o orc, um golpe do martelo orc é suficiente para derrubar, os que vêm atrás tratam de estocar os que estão caídos e proteger o flanco do Orc.

O convés se enche de sangue e gritos, o tilintar das espadas e o som de ossos se partindo domina os sentidos do orc, não, Brabon não se entrega a fúria, ele foi treinado como um guerreiro e não abdica de táticas que possam prolongar sua vida.

Abre caminho em meio ao caos até a porta que leva a cabine de comando, quando entra, apenas ele, Riot e mais três companheiros de motim conseguem entrar, numa sala pequena que leva a escada para a sala de comando eles se realinham, a turba tenta invadir a sala sem sucesso, porém mais uma baixa no grupo começa a enfraquecer a moral.

Riot sobe a até a cabine de comando.

Os marujos investem novamente, Brabom é atingido por um golpe de cimitarra antes de esmagar o crânio do agressor, sente a visão ficar escura mas permanece de pé.

Um silêncio toma conta da nau, apenas os gritos de Riot são ouvidos, os marujos recuam, Brabon desaba percebendo o fim da peleja.

O barco está tomado, após um breve discurso de Riot os mesmos marujos que atacavam o grupo socorrem o Orc.

Riot, anda entre os corpos com a cabeça do mercador nas mãos, vai até o orc para cumprimentá-lo:

- Brabon, pela bravura demonstrada em combate eu te nomeio Imediato, o pequeno Kiki ficará responsável por traduzir suas palavras aos marujos até você aprender a falar nossa língua.

Os mortos são jogados ao mar, os feridos começam a ser tratados, as velas são içadas, uma nova bandeira sob ao mastro do navio.

Riot Vira-se para a tripulação e emite um brado, mesmo sem entender o significado das palavras o orc pode supor o que significam.



- AVANTE PIRATAS, A PARTIR DE HOJE NÃO SOBRARÁ UM NÍQUEL SOBRE AS ÁGUAS QUE NÃO NOS PERTENÇA.

Espero que esteja gostando das histórias de Brabon Parco, se você ainda não leu a primeira vez de Brabon, confira aqui e divirta-se. Dê a sua opinião sobre as histórias de Brabon, seus comentários são muito importantes para nós, se quiser enviar a sua história mande-nos um e-mail para casadosdragoes@gmail.com. Até lá espero que esteja gostando.

4 Blá blá blá!:

Ederson disse...

A vontade de fazer outro bárbaro não é pequena. Vou levar esse texto como provocação, ashuahsuahsuhas

Diego disse...

hehehe.
Orc Rules.
Saudades de jogar como orc.
Cara, ficou muito bom o desenho ali em cima do texto, mas vai chão até ostentar a coroa.

Dragões do sol Negro disse...

a COROA não é de rei na verdade é mas foi a que ele achou na sua primeira aventura lembra dentro do baú como tesouro mas ele não vendeu ele usou ela alias usa hehehe

Igor disse...

Caraca, muito bacana... deve ter sido bem massa jogar essa campanha. Lembrei de alguns quadrinhos do conan hehe...

curti

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