quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O gigante cai ou Inicio do fim 9



A hora havia chegado. Depois de conseguir as armas drows, os heróis decidiram enfrentar aquele que parecia ser o maior perigo: o minotauro albino. O Clérigo, sabendo das possíveis dificuldades, abençoa aqueles que colocarão suas vidas em risco. Em frente à passagem que dava acesso ao local que Anrod localizara, Baltazar sorrateiramente entra e observa o culto. Várias pessoas com mantos estavam presentes no local. Quatro minotauros menores estavam à frente dessas pessoas separando-as do altar. No altar, alguns reféns e uma criatura enorme, muito mais amendrotadora que Anrod poderia descrever: o grande minotauro albino. O estranho é que ele, além dos chifres de touro, possuia um chifre de rinoceronte, o que o tornava mais assustador e mortal.


Em seguida entraram Anrod, com seu arco em mãos, Krepe, Kaloi, Smirnoff e o clérigo. Os demais combatentes (Drael, Taeron, Lereon e Eníales) ainda não haviam se decidido se realmente era a melhor hora para entrar num combate desse porte. O que não sabiam, é que depois de algum tempo de discussão eles seriam rendidos e levados por um grupo de Drows.

Na sala do ritual, Anrod não teve pudores: sem pestanejar cravou duas flechas na cabeça de um dos 4 minotauros menores, tornando a presença de todos evidente – com exceção de Baltazar que graças às suas habilidades mantinha-se escondido.

Mais que depressa, Krepe e Kaloi sacam desajeitadamente seus pequenos arcos tentando aproveitar o elemento surpresa. Dá certo. Com pouca habilidade os dois irmãos cravam flechas no líder dos minotauros, que ao reagir, esmaga os dois contra a parede com seus poderosos chifres.

O combate mais sangrento havia começado. Para auxiliar os irmãos meio-orcs, Smirnoff vem de encontro com o grande minotauro albino, ou como passaram a chamá-lo: minoceronte. Anrod, do alto do mesanino disparava incessantemente suas flechas contra os inimigos, ora o grande minoceronte, ora contra algum alvo mais perigoso momentaneamente.

O clérigo, depois de orar para seu deus, entra para a briga com ataques extremamente poderosos. Em uma única investida foi capaz de fazer com que o grande monstro pudesse sentir o frio do medo percorrendo sua espinha.

Bartazar, com suas habilidades mortíferas, se esconde na sombra da enorme criatura para depois cravar-lhe um golpe de adaga envenenada. Infelizmente o bicho era forte o suficiente para resistir ao veneno. Baltazar, depois de um tempo, percebe que ainda há mais seres combatendo: seres das sombras; que aos poucos começam a tirar de ação as pessoas que conjuravam magias dando cada vez mais poder aos minotaruros. Indiscutivelmente, naquele momento, eram amigos.

A luta foi acirrada. Kaloi e seus amigos desferiam golpe com seus machados e espadas sem piedade. O sangue jorrava ora dos inimigos ora dos amigos. Porém, depois que o minoceronte aumentou seu tamanho, tomando proporções gigantescas, a balança pesou para o lado inimigo . Em poucos golpes havia apenas Anrod e Smirnoff tentando se manter de pé. Num ato desesperado, O elfo ranger utiliza sua varinha de relâmpagos e diminue a diferença, eliminando mais inimigos e causando uma enorme dor o grande minotauro.

De repente, meio sem entender o clérigo se coloca de pé novamente e ouve uma voz feminina, bem sutil dizendo “ só estou pagando uma dívida”. Era a drow que outrora ele havia protegido e deixado ir embora. Mais uma vez de pé, embora ainda machucado, o clérigo não titubeou, orou fervorosamente mais uma vez para que os deuses lhe dessem força e investiu contra o que provavelmente fosse o inimigo mais perigoso que encontrara. Mais uma vez o estrago foi grande e o minoceronte entendeu os motivos pelos quais aquele humano deve permanecer morto: ele de pé pode ser sua ruína. Preocupado com o clérigo, o gigante de três chifres acabou ignorando a presença discreta de Anrod, que num gope certeiro o pôs abaixo. O monstro cedera. O mais intrigante foi que, ao cair, o bicho se transformou em humano.

OS heróis caídos, aos poucos foram curados. Smirnoff, mais que depressa foi se certificar que o bicho estava realmente morto e o decapitou. Aproveitou o ensejo e recolheu dois colares que ele usava, uma anel e um chifre que parecia acoplado na cabeça, como um helmo; o chifre de rinoceronte.

Mais que depressa os ajudantes da escuridão, Miahle, Galamion, Xanaphian e Laioth Näilo, solicitarão que os heróis devolvessem o que lhes pertenciam: as armas que estavam dentro das colunas. Baltazar e os outros percebem que algumas armas que estavam em posse daqueles que não foram para o combate estavam com eles. Um dos drows disse: “Devolvam e saiam. Assim tudo ficará bem. Seus amigos assim o fizeram e conseguiram sair sem problemas”. Como todos estavam mortalmente machucados e tinham uma dívida com eles, pois o combate só foi vencido graças à essa ajuda, as armas e foram devolvidas.

Antes de sair Kaloi decidiu dar mais uma olhada no corpo daquele que era o gigante monstruoso e encontrou uma luva, um cinturão (Megingjard ) e uma bota. Com a ajuda do clérigo descobriu-se que se tratava de uma manopla do ogro, o cinturão do gigante e uma bota de velocidade. Embora a bota não tenha servido para seus pés, ao colocar a manopla e o cinturão, Kaloi cresce consideravelmente, aparentando uma força descomunal. Para não sair de mãos vazias, o elfo correu em direção ao martelo que a criatura usava, mas sem forças para carregá-la, resolveu deixá-lo por enquanto com Krepe, que graças à sua (falta de) habilidade perdeu seu machado mais uma vez. Ao empunhar o martelo a surpresa: um vulto surge atrás de Krepe, uma sombra gigantesca de um homem extremamente forte usando um elmo com pequenas asas do lado. Logo foi identificado: Krepe estava com Mjolnir.

Dúvidas e hipóteses surgiram: porque o martelo de Thor estaria longe de Thor? Ao saírem da caverna os heróis encontraram ainda uma carroça. Na esperança de ser a carroça com os couros de Serafin todos correram em sua direção. Chegando lá encontraram uma “alegre decepção”. Não era a carroça de couro de Serafin, mas continha milhares de peças de ouros, gemas entre outros objetos valiosos. Os heróis tentaram dividir entre si da forma mais justa e igualitária e foram caminhando de volta para a estrada. Ainda há um ladrão solto por aí. Ainda não foi encontrada a carroça com couro. E agora mais uma: onde estará Thor e porque não está com seu martelo?

Na época eles ainda imaginavam que os itens, faziam o seres poderosos e não os poderosos, faziam a fama dos itens.


0 Blá blá blá!:

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