quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Matando o Imortal ou Inicio do fim2



A lua estava a pino quando o filho de Cuttenberg acordou assustado, com o grito do elfo vindo da floresta. Rapidamente pegou seu escudo e sua maça, correndo para acordar os outros, mas eles também já estavam com as armas em punho.






Serafin decidiu que iriam adentrar a floresta atrás do elfo. Formaram rapidamente uma equipe com os dois irmãos meio-orcs e mais o soldado e assim entraram na floresta, seguindo a direção dos gritos. Como estava escuro Serafin ascendeu sua lanterna furta fogo e o filho de Saint Cuttenberg invocou os poderes do seu deus, fazendo seus escudos brilhar como a luz do dia, iluminando todo o caminho.



Estavam seguindo os gritos quando acharam marcas pelo caminho e o filho do Cuttenberg ficou desesperado, dizendo que era o urso coruja, criatura infernal que iria destruir todos por invadirem sua casa.



Porém os irmãos não acreditaram na história da criatura mitológica e decidiram continuar o caminho, pois estava fácil seguir a trilha de sangue e marcas nas árvores.



E assim foram seguindo com o filho de Cuttenberg na frente. Todos perceberam o estranho silêncio da floresta, mas mesmo com o medo corroendo seus ossos seguiram floresta adentro.



Um dos irmãos viu um vulto passar pela frente do filho de Cuttenberg e entrar novamente na floresta. Então segurou seu machado com mais força, pois com a sua experiência sabia que logo iria acontecer um combate, mas o filho de Cuttenberg estava paralisado a sua frente.



Ele chamou pelo garoto, que abrindo os braços mostrou o seu peito rasgado, por garras ou armas de alguma criatura.



Serafin correu pela lateral escondendo a luz de sua lanterna, desaparecendo. “Provavelmente fugiu”, imaginaram, mas mesmo assim decidiram continuar, aparentemente sem sucesso, pois não viram o que os havia atacado.



Então, coberto por uma negra fumaça, algo apareceu em frente ao filho de Cuttenberg e mais uma vez cravou-lhe as garras de fumaça e ódio. O garoto sentiu seu corpo gelar; essa era a criatura maligna que estava a sua frente que iria matá-lo.



Mesmo agora que eles poderiam revidar, parecia que os deuses estavam contra eles, pois nada que faziam parecia atingir a criatura. Assim do mesmo modo que apareceu, ela desapareceu.



Sentindo o medo tomar conta do seu corpo, o filho de Cuttenberg disse para eles:



- Se aproximem de mim, fiquem juntos! Essa criatura teme o fogo! Vamos acender uma tocha.



Os irmãos que não levavam tochas pegaram no chão alguns gravetos e na tocha do soldado ascenderam as suas improvisadas.



O filho de Cuttenberg continuou:



-Essa criatura é o mal puro, há muito tempo atrás ela já foi uma pessoa boa, que através do sofrimento escolheu o caminho mais fácil e passou a se alimentar dos seus iguais, por necessidade e depois por gosto. Isso a transformou nessa criatura que passou a se alimentar de seus irmãos e apenas deles.

Sei que ela se esconde da luz do sol e que hiberna como o terrível urso coruja, então o nosso amigo Serafin ainda deve estar vivo; ela estoca seu alimento em seus domínios, longe da luz do sol, para que possa passar o tempo de luz se alimentando aos poucos. Podemos matá-la com fogo, temos que procurar o seu covil, deve ser uma caverna próxima daqui.



Então continuaram o caminho, sempre em frente.



-Socorro, me ajudem socorro! Ela esta aqui e vai me matar! Era Serafin bem atrás deles.



- Não é ele, a criatura está tentando nos confundir para voltarmos, ela pode mudar a voz! Disse o filho de Cuttenberg.



Na dúvida se estavam fazendo o certo ou abandonando o seu amigo para o destino cruel, continuaram o caminho até uma mina lacrada.



O soldado exclamou:



-O covil perfeito, longe da luz do sol!



- Agora que venha o maldito! Disseram os irmãos.



O fedor era indescritível dentro da mina. Um cheiro que fazia o peito estourar de dor. Seguindo o cheiro foram até a uma parte que havia desabado, e lá encontraram muitos corpos mutilados e amontoados nos cantos.



Procuraram por vestígios de Serafin, mas nada foi encontrado. Ele estaria vivo ou já havia sido devorado?



Com o sangue nos olhos voltaram o caminho até uma encruzilhada. Com medo de encontrar a criatura, foram passo ante passo, até que encontraram Serafin pendurado pelas mãos, assim como seu amigo elfo.



Após soltarem os amigos e tomarem as medidas emergenciais para curá-los, o filho de Cuttenberg parou com os olhos no vazio da entrada e disse:



- A criatura entrou! Ela esta por aqui.



E mais uma vez eles enfrentaram a fúria, agora em seu covil. Com o trabalho em equipe conseguiram destruir a maldita criatura. Mas não antes que ela pudesse matar o elfo, arrancando-lhe a cabeça. Um dos irmãos ainda ganhou um ferimento no rosto, deixando suas feições mais ameaçadoras e quase lhe cegando os olhos, o que não o deixa esquecer do acontecido,



Voltaram para o acampamento, mas não sem antes dar um funeral digno ao amigo elfo.



Quando chegaram ao acampamento algo lhes chamou a atenção. Mais uma vez no centro do acampamento estava Smirnof e o anão amarrado pelos braços, enquanto 20 guerreiros da floresta os cercavam. Seriam estes os ladrões?



Sem mais pestanejar eles atacaram em conjunto e mais uma vez triunfaram.



Estavam machucados, mas ainda vivos. E Serafin tinha a chave, mas ele mesmo ainda não sabia disso.

 
Revisão By: Yashin, O Legítimo Anão Elfo.



0 Blá blá blá!:

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