Woj
Espalhados por toda Efíria, os Woj, também conhecidos como
Homens-Urso ou Povo-Urso, habitam as matas e as montanhas da região. Sem nação,
sem rei, sem lei... Assim vivem os Woj.
O SER
Um Woj é um urso humanóide medindo entre 2,20 – 2,60 metros
de altura e pesando facilmente 200kg. As
fêmeas e os machos possuem as mesmas medidas.
Possuem uma grossa pelagem cuja cor pode variar de acordo
com a etnia. Existem wojs com pelagem
branca, marrom, parda, cinza e preta. Aqueles que vivem afastados da
civilização não costumam usar roupas, uma vez que sua pelagem já fornece a
proteção suficiente para o clima local. Aqueles que optam por viver nas
civilizações usam roupas consideradas apropriadas a cultura.
Woj Possuem 5 dedos todos terminando em garras pontudas.
Alguns costumam cortá-las quando algum tipo de trabalho que realizam seria
prejudicado, por outro lado são ferramentas úteis e armas eficazes em situações
de perigo.
O corpo de um woj tem proporções similares a de um ser
humano, ou seja: existem wojs gordos, fortes, magros, altos, baixos, com
nanismo e gigantismo, mas, no geral, esta raça possui grandes quantidades de
gordura corporal, mesmo sendo “magro”, pois trata de uma característica própria
da raça. Claro que um Woj magro o é com relação à condição física geral da
espécie, um woj considerado magro perto de um humano magro seria ainda
considerado muito roliço.
A cabeça de um Woj é idêntica a um urso endêmico de sua
região, por exemplo: se o Woj vive em terras onde existam ursos polar, sua
pelagem e formato da cabeça seguirá este mesmo padrão. No geral, wojs possuem um focinho, dentes
pontudos e orelhas em cima da cabeça arredondadas e peludas. Seus olhos são
laranjas ou avermelhados possuindo uma iris pouco desenvolvida mas com pupila
normal e não são prejudicados visualmente. A etnia branca, nativa do norte tem
olhos quase totalmente pretos.
Wojs valorizam a força, a resistência física e a autossuficiência
como valores maiores. “Se você não pode fazer por si mesmo você não pode fazer
por mais ninguém”, é um provérbio muito citado entre eles e estes valores são
inculcados nos filhotes desde tenra idade. Alguém que saia de uma situação
difícil e sobrevive pela sua própria conta terá o interesse e respeito do
“homem-urso”.
Wojs se comportam como ursos inteligentes: gostam de caçar, escalar,
nadar, pescar, colher frutas e mel. São grandes apicultores. Não chegam a hibernar
como os ursos, a despeito do parentesco, mas membros desta raça gostam muito de
tirar uma boa soneca. Não são preguiçosos, longe disso. Mas sempre que
possível, vão procurar um lugar para dormir quando não houver nada mais
importante para fazer. Podem dormir por uma semana inteira e muitos o fazem
para recuperar-se de ferimentos e doenças. Quando trabalham nas cidades
costumam reservar um dia da semana apenas para dormir.
O VIVER
As casas dos Wojs são casas feitas com troncos de árvore
inteiros, dispostas em um cone lembrando uma oca. Os troncos são amarrados com
cipós ou cordas, e alguns pontos são cortados para prover melhor encaixe. As
frestas são betumadas e cobertas com couros de animais para evitar que a água
da chuva, neve e outras intemperes sejam um problema. A Casa em si é
normalmente construída em locais altos para evitar as cheias dos rios e grandes
rochas são locais bem comuns para encontrar casas de Wojs. O Chão é coberto de
peles de animais abatidos e seus instrumentos e móveis são feitos com os ossos
destes animais, madeira e pedra. Um woj sempre aproveita tudo, pois como é uma
raça natural, seu instinto o leva sempre a nunca desperdiçar. “Tirar uma vida é
necessário, tirar a honra dos que morrem é um absurdo” diz um provérbio Woj.
Quando possível, ao invés de construir para si uma casa, um woj pode escolher
viver em uma caverna adequada ao seu tamanho.
Por ser uma raça natural, os woj possuem uma afinidade muito
grande pela raça de origem, neste caso, o urso. Estabelecem territórios para
viver e não possuem civilização. Na maioria dos casos, vivem sozinhos ou em
unidades familiares afastados uns dos outros e de locais civilizados. As
famílias contem normalmente uma mãe e 2 a 4 filhotes. O macho não tem
participação na criação dos filhos, sendo sempre isolado e distante.

Dado o parentesco com os ursos, um woj é um ser solitário e
territorialista se tornando extremamente agressivo com intrusos. Praticamente,
a única convivência com outros indivíduos da espécie se dá pelos laços
familiares que o woj gera, e isso apenas até ocorrer o agoúra (ver nota). A convivência com membros de outras raças
somente se dá de forma amistosa quando o woj não tem seu território invadido. Para
demarca-lo, usam símbolos na sua língua arranhados em árvores e costumam
esfregar suas costas nas árvores, deixando seu cheiro, principalmente em épocas
de acasalamento. Graças ao olfato apurado da raça, este cheiro é bem
compreendido por outros wojs a até 200m de uma árvore marcada, ou seja:
Não tem desculpa...
Em território “neutro”, dois wojs simplesmente se ignoram.
A CULTURA
A cultura Woj se desenvolve pela tradição oral passada de
geração em geração e por escritos na sua língua natal o Ursun. Esta forma de
escrita consiste em símbolos desenhados com suas garras e alguns são
literalmente “golpeados” na superfície. A despeito de possuírem língua escrita,
não faz dos ursun um povo dado a ciência: sua ligação com a natureza é muito
mais íntima que uma ciência racionalizada poderia compreender.
O Agoúra
Um woj inicia sua vida
como um filhote. São brincalhões, inexperientes e totalmente dependentes da
mãe. Após os 5 anos de idade são preparados por ela para seguir um estágio da
vida conhecido como “agoúra”. Esta preparação inclui aprender a caçar, pescar,
lutar, construir casa e outras atividades importantes a sua sobrevivência. Um
filhote woj raramente conhece o próprio pai. Caso se encontrem, serão estranhos
um para o outro.
O agoúra começa aos 12 anos de vida. Quando um woj alcança esta idade, a matriarca
da família Woj leva o(a) jovem a um lugar que se tornará seu território.
Normalmente o deixa com comida e ferramentas e parte, deixando-o a sós. A
partir daquele momento, a ligação entre mãe e filhos se desfaz e os filhos se
torna um estranho e ele próprio passa a estranhar sua família.
Durante o agoúra, um Woj aprende a viver solitariamente sem
depender de ninguém, e torna-se extremamente territorialista. Quando o jovem
Woj aprende a fazer, com competência, tudo o que que lhe ensinaram e percebe
que pode cuidar de si próprio ele alcança a maioridade, isso costuma ocorrer
aos 20 anos. Este momento da vida de um woj é chamado por eles de “Aganta”.
Esta palavra tem um sentido parecido com a “iluminação” para os humanos, e dá a
idéia de alguém que alcançou o pico da montanha. Neste momento o jovem pode
procurar um parceiro(a) para criar família e a partir daí seguir o ciclo.
Normalmente, quando um Woj em agoúra é encontrado por membros
de outras raças, ele é deixado em paz dado que eles não fazem mal na maioria
dos casos e não se metem nos seus assuntos. Quando perturbados seu aspecto
bestial e grande força normalmente afasta os intrusos, pois um encontro hostil
com um Woj acaba, normalmente, com alguém morto.
O Antara
Antara, na língua ursun, significa “Andarilho”.
Alguns woj sentem o wanderlust, ou “anseio por viagem”. Estes
indivíduos costumam abandonar seus territórios e viajar pelo mundo tendo
contato com outros povos. Estes woj são chamados de “Antara” pelos demais e são
os únicos que são aceitos num território sem ser rechaçado, pois tem uma função
importantíssima entre sua espécie:
Eles adquirem conhecimento do mundo e, quando seu wanderlust
acaba, eles abandonam a vida de aventureiro ou de citadino para vagar pelos
territórios e ensinar os demais woj sobre o mundo, através de histórias. O
Antara costuma escrever livros que são verdadeiros diários: magníficas fontes
de informação sobre tudo o que ele viveu. Estes livros são chamados “Tarrancas”,
e qualquer ser que tenha estes livros em mãos terá informações detalhadas sobre
profissões, criaturas e outras experiências do woj.
O conhecimento dos Antara são repassados
pelas matriarcas das famílias woj a suas crias para que preparando-os para seu Agoúra.
Os machos absorvem o conhecimento dos Antara, mas não os passam
a diante: costumam guardar o conhecimento para si mesmos.
O Tarrú
Tarrú é uma característica cultural importante entre os wojs.
Caso um macho encontre um filhote cuja mãe foi morta, ele o adota como seu
filho. É o único momento na vida de um woj macho que este desenvolve algo
parecido com um amor paterno.
Estes indivíduos são chamados de Tarrú, ou “Pai Verdadeiro”,
para diferenciar de Tá, que significa apenas o Pai biológico. Ele ensinará o
filhote tal como a fêmea da espécie faz até o seu agoúra com a mesma dedicação, com mais severidade e quando chegar a hora de dizer adeus, a mesma
indiferença.
HISTÓRIA
Na história mundial, Woj tiveram pouca participação. Tal como
a natureza, eles são em sua maioria indiferentes aos problemas políticos das
nações, embora alguns Antaras tenham participado; mas sem muito efeito
meritoso de ser registrado.
Existe, contudo, um Antara que destaca na política: Ragnor
Pata Sangrenta. Ele é o General que, junto ao exército de Varsávia, rechaçou as
Sombras na Guerra dos Sete dias, no vale de Adafram. Ele foi reconhecido
pessoalmente pelo rei vársavo, sendo o único não humano a ter um posto
significativo em seu reinado.
Ragnor Pata Sangrenta
Mecânica da Raça
- Humanóide Monstruoso Médio
- Deslocamento 9m
- Força +2 e Constituição +2: Wojs são seres muito fortes e
resistentes.
- -2 em Destreza e Carisma: Wojs não são seres muito hábeis sendo
mais dados ao uso da força e da resistência como formas de sobrevivência do que
uma acurada precisão manual. Um woj é, também, pouco sociável.
- Armas Naturais: As garras e mordida de um Woj são
eficientes armas. Suas Garras causam 1d4 pontos de dano e sua mordida 1d6.
- Se andarem nas 4 patas, um woj pode andar 12m, ao invés de
9m. Neste caso, ele não pode ter objetos sendo segurados pelas suas mãos.
- +1 de CA Natural cumulativo com qualquer outra forma de CA
Natural. Eles possuem um couro resistente.
- +2 em testes de Nadar, Escalar e Sobrevivência
- Faro: Wojs possuem Faro como habilidade natural.